Quanto custa um site?

Quanto custa um site: as seis frentes de trabalho que compõem o orçamento O preço é a soma de seis frentes — não um número de tabela PLANEJAMENTO escopo, mapa de páginas, objetivo peso menor CONTEÚDO redação das páginas a que mais varia entre propostas DESIGN layout por tipo de página cresce com páginas exclusivas DESENVOLVIMENTO virar páginas que funcionam cresce com funcionalidade PUBLICAÇÃO domínio, hospedagem, medição peso menor GARANTIA correções, treinamento, acessos peso menor — e sempre cortado
TL;DR — Resumo em 4 pontos:
  • Preço de site é soma de horas em 6 frentes, não um número de tabela — e por isso tabela publicada engana.
  • O que multiplica tudo ao mesmo tempo é o número de páginas exclusivas; o que mais varia entre propostas é quem escreve os textos.
  • Correção: manutenção não é cobrada só porque o site tem painel — todo site publicado precisa dela.
  • Prazo profissional é de seis a dez semanas. Promessa de poucos dias é outro produto.

Por que não existe tabela de preço confiável

A versão anterior deste artigo prometia "dar uma ideia geral de quanto você pode esperar gastar" e terminava enviando o leitor para uma tabela de preços que não existe mais. Publicava valores de 2018 para domínio, hospedagem e manutenção — números que envelheceram e passaram a enganar — e dizia que criar um site "pode levar até dez dias", prazo que não corresponde a projeto profissional nenhum.

Vale explicar por que este texto também não traz uma tabela: o preço acompanha o escopo, e o escopo não está definido no momento em que a pergunta é feita. A frase "site institucional de cinco páginas" descreve projetos com esforços radicalmente diferentes conforme quem escreve os textos, quantas telas têm estrutura própria e o que entra de otimização e manutenção. Um número solto, sem esses itens ao lado, engana os dois lados da conversa.

O que dá para publicar com honestidade é melhor do que uma tabela: a composição do preço, o peso de cada parte e o método para estimar o seu caso antes de pedir proposta.

As 6 frentes que formam o preço

  1. Planejamento — objetivo do site, mapa de páginas, definição do que entra e do que não entra;
  2. Conteúdo — redação das páginas, revisão, preparo de imagens;
  3. Design — o desenho de cada tipo de página, não de cada página;
  4. Desenvolvimento — transformar o layout em páginas que funcionam em qualquer tela, com formulários e integrações;
  5. Publicação — domínio, hospedagem, certificado, medição instalada e testes;
  6. Garantia e treinamento — período de correção, entrega dos acessos e instrução de como editar.

Repare na sexta: é a mais barata de todas e a primeira a ser cortada nas propostas mais baratas — o que transforma a economia de hoje no chamado pago de amanhã.

Quanto pesa cada frente

FrentePeso no orçamentoO que faz crescer
PlanejamentoMenorNúmero de públicos e de decisores
ConteúdoAltoQuantidade de páginas e quem escreve
DesignAltoTipos de página exclusivos e exclusividade visual
DesenvolvimentoAltoFuncionalidades e integrações
PublicaçãoMenorPorte da hospedagem
GarantiaMenorPrazo de cobertura

A coluna da direita revela o multiplicador principal: o número de páginas com estrutura própria puxa conteúdo, design e desenvolvimento ao mesmo tempo. Dez páginas que usam o mesmo modelo custam muito menos do que quatro páginas com estruturas diferentes — e é por isso que "quantas páginas?" é uma pergunta pior do que "quantos tipos de página?".

Os 4 níveis e a razão entre eles

Sem citar valores que envelhecem, dá para descrever a escada com precisão pela razão entre os degraus:

  • Nível 1 — template pronto com sua marca: a base da escada. Textos por sua conta, layout de catálogo, publicação simples;
  • Nível 2 — template bem customizado: costuma custar algumas vezes o nível 1, porque entra desenho próprio de seções, conteúdo revisado e otimização básica;
  • Nível 3 — layout sob medida: costuma custar o dobro ou mais do nível 2, com redação profissional, estrutura por intenção de busca e páginas exclusivas por serviço;
  • Nível 4 — projeto do zero com funcionalidades: sai da escala dos anteriores, porque deixa de ser site e vira, em parte, sistema — com regras, permissões e integrações.

O detalhe do que muda em cada degrau está em sites personalizados: os 4 níveis. E há um salto que costuma surpreender: quando o projeto passa a incluir carrinho, área logada ou integração com sistema de gestão, o preço deixa de acompanhar o número de páginas e passa a acompanhar o número de regras — a diferença explicada em sistema web x site.

O item que mais mexe no preço

Se você comparar propostas e encontrar uma diferença grande sem explicação aparente, comece por aqui: quem escreve os textos. É a frente que mais varia, porque é a que a maioria dos orçamentos assume em silêncio que o cliente vai entregar pronta.

Escrever cinco páginas de um site com clareza — dizendo o que a empresa faz, para quem, como funciona e por que confiar — leva mais tempo do que programá-las. Quando esse trabalho está incluído, o orçamento sobe; quando não está, ele desce e o projeto trava semanas depois, esperando o material que ninguém tinha combinado quem produziria. É a causa número um de atraso em criação de sites, e não um problema de preço.

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O que encarece e o que não encarece

Encarece de verdadeNão encarece tanto quanto parece
Tipos de página exclusivosMais páginas do mesmo modelo
Redação profissional das páginasTrocar cores e fontes
Funcionalidades com regras (carrinho, login, agenda)Formulário de contato
Integração com sistemas da empresaBotão de WhatsApp
Versões em outro idiomaInstalar analytics
Muitos aprovadores e rodadas de revisãoCertificado de segurança

A última linha da esquerda raramente entra na conversa e deveria: cada rodada extra de aprovação custa horas, e projetos com comitê de decisão são mais caros do que projetos com um responsável — mesmo com escopo idêntico.

Como estimar o seu em 5 passos

  1. Liste as páginas que o site precisa ter e marque quais têm estrutura diferente das outras. Esse segundo número é o que importa;
  2. Decida quem escreve cada uma — você, alguém da equipe ou o fornecedor. Escreva o nome ao lado;
  3. Liste as funcionalidades além de exibir conteúdo: formulário, agendamento, carrinho, área do cliente, catálogo com filtros;
  4. Liste as integrações com o que a empresa já usa: CRM, e-mail, sistema de gestão, meio de pagamento;
  5. Defina o nível de exclusividade visual que o negócio exige, do template ao projeto do zero.

Antes disso, porém, há uma decisão que vem primeiro: de que tipo de projeto você precisa — landing, institucional, catálogo, loja ou sistema. Essa escada está em quanto custa a criação de um site por tipo.

Com essas cinco respostas na mão, o orçamento que você receber vai ser sobre o seu projeto — e as propostas de fornecedores diferentes ficam comparáveis. Sem elas, cada um orça um site imaginário diferente. As perguntas de equalização estão detalhadas em criar um site custa caro?, o texto que trata do outro lado da moeda: como julgar se o preço vale.

"Não pergunte quanto custa um site. Descreva o site e pergunte quanto custa aquele — são conversas diferentes, com números diferentes."

Preço e prazo andam juntos

O texto original afirmava que um site "pode levar até dez dias para ser desenvolvido da maneira certa e profissional". Isso não corresponde a projeto profissional: o prazo típico é de seis a dez semanas, e o gargalo quase nunca é técnico. São duas coisas que determinam a data de entrega: quando o conteúdo fica pronto e quantas pessoas precisam aprovar.

Prazos de poucos dias existem, mas descrevem outro produto: template preenchido com texto genérico. Serve para validar uma ideia rapidamente e não deveria ser comparado, em preço, com um projeto completo. O encadeamento correto das fases está em o mapa organizacional da criação de sites.

O que se paga depois

Além do projeto, cinco linhas seguem existindo todo ano: domínio, hospedagem, manutenção técnica, conteúdo e evoluções. As duas primeiras são as menores e mais previsíveis — o domínio se paga uma vez por ano, e o valor atual de um .com.br pode ser consultado no Registro.br. Não publicamos números aqui de propósito: preço em texto envelhece, e foi exatamente isso que aconteceu com a versão anterior deste artigo.

Cabe ainda desfazer um erro do texto antigo, que dizia que "a manutenção é cobrada quando o site possui algum sistema de gerenciamento acoplado". Não é o painel que cria a necessidade de manutenção. Atualizações, backup e segurança são necessários em qualquer site publicado — com painel ou sem. A conta completa do custo de posse está em vantagens e desvantagens de possuir um site.

Parcelamento e o que exigir na proposta

Parcelar é comum, e o formato mais saudável vincula as parcelas a marcos: assinatura, aprovação do layout, publicação. Cada pagamento corresponde a uma entrega verificável, o que protege os dois lados. Exigência de pagamento integral antecipado, sem contrato com escopo e prazos, é um sinal de alerta descrito em como não cair em golpes na criação do site.

Independentemente do parcelamento, a proposta precisa dizer: escopo item a item, prazo com marcos, o que acontece se o material atrasar, tempo de garantia, valor da manutenção e em nome de quem ficam domínio, hospedagem e acessos.

5 sinais de orçamento baixo demais

  1. Não perguntaram quem escreve os textos — vão assumir que é você;
  2. Não perguntaram sobre o seu negócio — proposta feita sem entender o que você vende é proposta de template;
  3. Prazo de poucos dias — outro produto, comparado como se fosse o mesmo;
  4. Sem escopo escrito — o valor mais baixo costuma ser o entendimento mais raso;
  5. Nada sobre garantia, manutenção ou acessos — as três coisas que você só vai sentir falta depois.

Como caber no orçamento sem quebrar o site

  • Reduza tipos de página, não a qualidade de cada uma;
  • Escreva os textos você mesmo, com roteiro e revisão do fornecedor — a maior economia disponível;
  • Comece com o essencial e acrescente páginas conforme a necessidade aparecer;
  • Adie funcionalidades até haver demanda comprovada por elas;
  • Concentre as aprovações em uma pessoa — reduz rodadas e, com elas, horas.

E o que não cortar: medição, otimização para busca, garantia e a titularidade dos acessos. Cortar esses quatro não reduz o custo — apenas o transfere para o ano seguinte.

5 erros ao pedir preço

  1. Pedir preço antes de descrever o site — cada fornecedor orça um projeto imaginário diferente;
  2. Comparar propostas sem equalizar escopo — o erro que gera quase toda frustração com preço;
  3. Olhar só o valor do projeto — e ignorar as cinco linhas que continuam depois;
  4. Achar que mais caro é melhor — mais caro deveria significar mais escopo, e isso precisa estar escrito;
  5. Não perguntar quem executa — quem faz o trabalho é parte do que você está comprando, como visto em como se chama o profissional que cria sites.

Perguntas frequentes

Quanto custa um site?

O preço é a soma de seis frentes de trabalho: planejamento, conteúdo, design, desenvolvimento, publicação e garantia. Não existe tabela confiável porque a mesma frase — site institucional de cinco páginas — descreve projetos com esforços muito diferentes. O caminho para um número real é definir o escopo item a item e pedir a proposta sobre ele, e não o contrário.

Por que ninguém publica uma tabela de preços de sites?

Porque o preço acompanha o escopo, e o escopo não está definido quando alguém pergunta o preço. Uma tabela publicada só funcionaria se cada linha viesse com o escopo completo — quem escreve os textos, quantas páginas exclusivas, o que é sob medida, o que entra de otimização e manutenção. Sem isso, o número engana os dois lados.

O que mais pesa no orçamento de um site?

Conteúdo e páginas exclusivas. A quantidade de telas com estrutura própria puxa design e desenvolvimento juntos, e a redação profissional das páginas é a frente que mais varia entre propostas — porque é a que a maioria assume, sem dizer, que o cliente vai entregar pronta.

Quanto custa o domínio e a hospedagem?

São as duas menores linhas do custo e as mais previsíveis: o domínio se paga uma vez por ano e a hospedagem, mensal ou anualmente, conforme o porte do site. Não publicamos valores aqui de propósito, porque preços mudam e número desatualizado em texto engana — consulte o valor atual do domínio no Registro.br e peça a hospedagem no orçamento.

Quanto tempo leva para criar um site?

Um projeto profissional costuma levar de seis a dez semanas, e o que determina o prazo raramente é a parte técnica: é quando o conteúdo fica pronto e quantas pessoas precisam aprovar. Promessas de poucos dias significam template preenchido com texto genérico — o que pode servir para validar uma ideia, mas não é o mesmo produto.

Site mais caro é sempre melhor?

Não. Preço maior deveria significar mais escopo — mais conteúdo, mais páginas exclusivas, mais funcionalidade —, não mais qualidade por definição. A pergunta certa diante de duas propostas distantes é o que exatamente a mais cara inclui que a outra não inclui. Se a resposta não for clara item a item, o preço não está justificado.

O que continua sendo pago depois que o site fica pronto?

Cinco linhas: domínio, hospedagem, manutenção técnica, conteúdo e evoluções. Uma correção importante: manutenção não é cobrada só porque o site tem painel de edição. Atualizações, backup e segurança são necessários em qualquer site publicado, tenha ele painel ou não.

Como saber se um orçamento está baixo demais?

Cinco sinais: não perguntaram quem escreve os textos, não perguntaram sobre o seu negócio, o prazo prometido é de poucos dias, não há escopo escrito e nada é dito sobre garantia, manutenção ou em nome de quem ficam os acessos. Orçamento barato costuma ser escopo pequeno, não desconto.

Dá para parcelar o site?

Em geral sim, e o formato mais comum vincula as parcelas a marcos do projeto — assinatura, aprovação do layout, publicação. Esse arranjo protege os dois lados, porque cada pagamento corresponde a uma entrega verificável. Desconfie de exigência de pagamento integral antecipado sem contrato com escopo e prazos definidos.

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