Quanto custa a criação de um site?

Quanto custa a criação de um site: os seis tipos de projeto em ordem de esforço Seis tipos de projeto — em ordem crescente de esforço LANDING 1 página, 1 objetivo INSTITUCIONAL ser achado e verificado + BLOG custo é o conteúdo CATÁLOGO sem checkout LOJA VIRTUAL entram as regras SISTEMA login e permissões ! o salto está aqui O maior salto da escada não é de tamanho — é de natureza do catálogo para a loja o projeto deixa de ter páginas e passa a ter regras e o preço passa a acompanhar o número de regras, não o de telas
TL;DR — Resumo em 4 pontos:
  • O custo segue o tipo de projeto, não o tamanho da empresa — e a diferença entre tipos é de outra ordem de grandeza.
  • São 6 tipos, e o maior salto está entre catálogo e loja: é ali que o projeto passa a ter regras, não só páginas.
  • Pedir orçamento do tipo errado é o erro mais caro — para menos vira cobrança extra, para mais vira complexidade não usada.
  • Correção: economizar na hospedagem quase nunca compensa — é uma das menores linhas do custo.

Onde este texto entra

Este blog tem três textos sobre custo de site, e vale dizer de saída qual responde o quê, para você ir direto ao que precisa:

  • Criar um site custa caro?como julgar se o preço vale, com as réguas de comparação;
  • Quanto custa um sitea composição do preço: as seis frentes de trabalho e o peso de cada uma;
  • Este textoo custo por tipo de projeto: qual escopo você precisa contratar, e por quê.

A versão anterior deste artigo prometia "discutir os diferentes tipos de sites e seus respectivos custos" e resolvia cada tipo com a mesma frase — "o preço varia de acordo com o design e as funcionalidades" —, sem dizer o que muda entre eles. Terminava enviando o leitor a uma tabela de preços que não existe. É essa lacuna que este texto preenche.

O custo segue o tipo, não o tamanho da empresa

A pergunta que o cliente costuma fazer é "quanto custa um site para uma empresa do meu tamanho?". É a pergunta errada, e ela produz orçamentos que não servem.

Uma consultoria com trinta pessoas pode precisar de uma página. Uma loja de bairro com dois funcionários pode precisar de um e-commerce completo. O que define o esforço — e o preço — é o que o site precisa fazer, e isso não tem relação com o porte de quem contrata. Dentro de cada tipo o preço ainda varia bastante, mas a diferença entre tipos é de outra ordem de grandeza.

Os 6 tipos, lado a lado

TipoResolveO que puxa o preço
Landing pageConverter tráfego de campanhaRedação e testes
InstitucionalSer encontrado e verificadoNº de páginas exclusivas
Institucional + blogAparecer em mais buscasProdução contínua de conteúdo
CatálogoMostrar produtos e preçosQuantidade e cadastro de itens
Loja virtualVender sem intervençãoRegras: estoque, pagamento, frete
Site com sistemaOperar com loginPermissões, estados e exceções

Repare na coluna da direita: ela muda de natureza no meio da tabela. Nos três primeiros tipos o preço acompanha conteúdo e páginas; nos três últimos, passa a acompanhar operação e regras.

Landing page

É o projeto mais enxuto: uma página, um objetivo. Recebe tráfego de campanha e converte — ou não converte, e nesse caso o problema aparece rápido.

O que puxa o preço aqui não é a estrutura, que é simples: é a redação e os testes. Uma landing bem escrita exige entender a objeção principal de quem chega e responder a ela na ordem certa.

Uma ressalva importante, porque a confusão é frequente: landing page não substitui um site. Ela não sustenta presença permanente, não responde às várias dúvidas de quem procura a empresa e normalmente nem é indexada. A diferença entre os formatos está em landing page x one page.

Site institucional

É o tipo mais contratado e o que resolve a maioria dos casos: as páginas de que a empresa precisa para ser encontrada, entendida e verificada. Home, serviços, sobre, casos, contato.

O que puxa o preço não é o número de páginas, e sim o número de páginas com estrutura própria. Dez páginas que usam o mesmo modelo custam bem menos do que quatro com desenhos diferentes — a distinção que mais confunde quem compara orçamentos, detalhada em a composição do preço.

Institucional com blog

Aqui está uma correção necessária. O texto antigo dizia que "o custo de um blog depende muito do número de páginas e do layout escolhido". Não é assim. Tecnicamente, um blog é um modelo de página repetido — acrescenta pouco ao projeto, porque as páginas seguem todas o mesmo desenho.

O custo real do blog é o conteúdo, e ele não é do projeto: é da operação. Alguém precisa escrever com regularidade, indefinidamente. Por isso blog é decisão de rotina, não de escopo — e contratar a estrutura sem resolver quem escreve produz a situação mais comum do mercado: um blog com três textos de dois anos atrás. A conta desse investimento está em investir em marketing de conteúdo.

O tipo que quase ninguém oferece e que resolve muita coisa: produtos, preços e condições publicados, com o pedido fechando por WhatsApp ou telefone.

Ele entrega a parte mais valiosa de uma loja — a pessoa decide fora do horário comercial — sem trazer junto estoque, pagamento, frete e trocas. O que puxa o preço é a quantidade de itens e o trabalho de cadastro: cem produtos com foto, descrição e variação dão trabalho independentemente da tecnologia.

Para muitos negócios que acham que precisam de e-commerce, este é o tipo certo — e a diferença de investimento é grande.

Não sabe de qual tipo você precisa? A Agência Fort define o escopo com você antes de orçar — inclusive quando o tipo mais simples resolve. Falar com Especialista →

Loja virtual: onde está o salto

É aqui que a escada dá o maior degrau — e o motivo não é tamanho, é natureza. Do catálogo para a loja, o projeto deixa de ser um conjunto de páginas e passa a ter regras: o que acontece quando o estoque zera durante a compra, quando o pagamento é recusado, quando o frete não calcula, quando o cliente quer trocar.

Cada uma dessas perguntas precisa ser respondida, programada e testada — e nenhuma delas aparece como tela. O preço passa a acompanhar o número de regras, não o número de páginas, e é por isso que comparar o orçamento de uma loja com o de um institucional "do mesmo tamanho" não faz sentido. A distinção completa está em sistema web x site.

Site com sistema ou área logada

O topo da escada: cadastro de usuários, permissões, dados que ficam guardados e são consultados depois. Portal do cliente, agendamento, área de documentos, painel operacional.

Aqui vale um alerta de contratação: sistema não termina na entrega, ele começa. Exige backup testado, monitoramento, ambiente de testes separado e alguém com prazo de resposta — porque sistema parado interrompe a operação, enquanto site parado apenas incomoda. Orçar um sistema sem essa continuidade é orçar metade do problema.

5 perguntas para achar o seu tipo

  1. A pessoa precisa comprar sem falar com alguém? Se sim, loja. Se não, catálogo resolve;
  2. Alguém precisa entrar com login? Se sim, é sistema — e o projeto muda de categoria;
  3. Você vai publicar conteúdo com regularidade? Se sim, blog — mas defina quem escreve antes;
  4. Precisa mostrar muitos produtos? Se sim, catálogo ou loja, conforme a resposta 1;
  5. O tráfego virá de campanha para uma oferta específica? Se sim, landing — provavelmente além do site, não no lugar dele.

Nenhuma delas exige conhecimento técnico, e juntas colocam você em um dos seis tipos.

"Quanto custa um site é a pergunta de quem ainda não decidiu qual site. Decidida essa parte, o orçamento fica fácil — e comparável."

O erro de pedir o tipo errado

Acontece nas duas direções, e as duas custam caro:

  • Pedir menos do que precisa — o escopo cresce no meio do projeto, e cada acréscimo vira cobrança adicional em um momento em que você já não pode recuar. É a origem mais comum de conflito entre cliente e fornecedor;
  • Pedir mais do que precisa — paga-se por complexidade que nunca será usada e ainda se herda a manutenção dela. Loja virtual sem operação para sustentá-la é o exemplo clássico.

Os dois se evitam com o mesmo gesto: definir o tipo antes de pedir preço, usando as cinco perguntas da seção anterior.

Onde dá e onde não dá para economizar

Dá para economizarNão dá — só transfere o custo
Reduzir tipos de páginaCortar a medição
Escrever os textos com roteiro do fornecedorCortar a otimização para busca
Usar fotos próprias de boa qualidadeAbrir mão da garantia
Adiar funcionalidades até haver demandaDeixar acessos em nome de terceiros
Escolher o tipo mais simples que resolvePular o ambiente de testes em sistemas

E uma correção ao texto antigo, que sugeria economizar escolhendo "uma hospedagem mais econômica": a hospedagem é uma das menores linhas do custo total. Economizar ali costuma comprar lentidão, instabilidade e suporte ruim — problemas que custam visitantes e horas de trabalho muito acima da diferença. Os critérios de escolha estão em como escolher a hospedagem.

5 erros ao orçar por tipo

  1. Perguntar o preço antes de definir o tipo — cada fornecedor imagina um projeto diferente;
  2. Comparar tipos diferentes — orçamento de loja contra orçamento de institucional não é comparação;
  3. Contratar loja quando catálogo resolveria — o erro mais caro dessa lista;
  4. Contratar blog sem definir quem escreve — estrutura pronta e conteúdo nenhum;
  5. Orçar sistema sem a continuidade — backup, monitoramento e prazo de resposta fazem parte do custo, não são extras.

Perguntas frequentes

O que determina o custo da criação de um site?

O tipo de projeto, não o tamanho da empresa. Uma empresa grande pode precisar de uma página só, e um negócio pequeno pode precisar de uma loja completa. Dentro de cada tipo o preço ainda varia, mas a diferença entre tipos é de outra ordem de grandeza — por isso definir o tipo antes de pedir orçamento é o passo que mais economiza.

Quais são os tipos de projeto de site?

Seis, em ordem crescente de esforço: landing page, site institucional, institucional com blog, catálogo sem checkout, loja virtual e site com sistema ou área logada. Cada um resolve um problema diferente, e o salto de preço mais acentuado acontece quando o projeto passa a ter regras de negócio — do catálogo para a loja.

Landing page é mais barata que um site?

É o projeto mais enxuto porque tem uma página e um objetivo só. Mas atenção: ela não substitui um site. Landing page é feita para receber tráfego de campanha e converter; ela não sustenta presença permanente, não responde às várias dúvidas de quem procura a empresa e normalmente nem é indexada.

Blog encarece o projeto?

O que encarece não é o blog em si — tecnicamente ele é um modelo de página repetido, e acrescenta pouco ao projeto. O custo real do blog é o conteúdo: alguém precisa escrever com regularidade, indefinidamente. É por isso que blog é decisão de operação contínua, não de projeto.

Por que uma loja virtual custa muito mais?

Porque ela deixa de ser um conjunto de páginas e passa a ter regras: estoque, pagamento, frete, trocas, status de pedido e o que acontece quando algo dá errado no meio da compra. O preço passa a acompanhar o número de regras, não o número de telas — e é por isso que o salto entre catálogo e loja é o maior da escada.

Como sei de qual tipo eu preciso?

Responda cinco perguntas: a pessoa precisa comprar sem falar com alguém? Precisa entrar com login? Você vai publicar conteúdo com regularidade? Precisa mostrar muitos produtos? O tráfego virá de campanha para uma oferta específica? As respostas colocam você em um dos seis tipos sem precisar de nenhum conhecimento técnico.

O que acontece se eu pedir orçamento do tipo errado?

Uma de duas coisas, ambas caras. Se você pede menos do que precisa, o escopo cresce no meio do projeto e vira cobrança adicional quando já não dá para recuar. Se pede mais, paga por complexidade que nunca será usada e ainda herda a manutenção dela. Definir o tipo antes evita as duas.

Onde dá para economizar sem prejudicar o site?

Reduzindo tipos de página, escrevendo os textos com roteiro do fornecedor, usando fotos próprias e adiando funcionalidades até haver demanda real. Onde não dá: cortar medição, otimização para busca, garantia ou a titularidade dos acessos — isso não reduz custo, apenas transfere para o ano seguinte.

Economizar na hospedagem compensa?

Quase nunca, e vale desfazer esse conselho comum. A hospedagem é uma das menores linhas do custo total, e economizar nela costuma comprar lentidão, instabilidade e suporte ruim — problemas que custam visitantes e horas de trabalho muito acima da diferença economizada.

Escopo definido antes do preço

A Agência Fort identifica o tipo de projeto que resolve o seu caso — e diz quando o mais simples basta. Conheça a criação de sites e a criação de loja virtual.

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