Erros na hora de criar sites

Erros na hora de criar sites: as três camadas de erro por custo de correção Nem todo erro custa igual — três camadas por custo de desfazer CAMADA 1 — QUASE IRREVERSÍVEL domínio de terceiro · acessos que você não tem · URL trocada sem 301 · plataforma que prende o conteúdo custo de corrigir: meses — ou depende da boa vontade de outra pessoa 5 CAMADA 2 — CARO conteúdo depois do layout · celular como detalhe · páginas sem relação com a busca · medição tardia custo de corrigir: semanas de retrabalho 5 CAMADA 3 — BARATO, MAS SANGRA TODO DIA sem ação clara · contato escondido · texto sobre a empresa · erros de escrita · sem confirmação custo de corrigir: horas — e quase ninguém corrige 5 Quanto mais cedo a decisão no projeto, mais caro o erro depois
TL;DR — Resumo em 4 pontos:
  • Nem todo erro custa igual. Trocar uma cor leva minutos; recuperar um domínio registrado no nome de outra pessoa pode não ter solução.
  • Os cinco erros da camada 1 acontecem antes de qualquer linha de código — e são decisões, não detalhes técnicos.
  • O erro mais caro que ninguém enxerga é escrever o conteúdo depois do layout; é ele que atrasa a maioria dos projetos.
  • Antes de aprovar o site, exija seis acessos em nome da sua empresa. Sem eles, o site não está entregue.

Por que a ordem certa é o custo de desfazer

A versão anterior deste artigo prometia "os erros mais comuns na hora de criar sites" e listava três — um deles nem chegava a ser formulado como erro, era o título "Boa escrita" solto no meio da lista. Também trazia um número de 2019 sobre uso de celular, sem fonte e hoje sem sentido, e chamava de "navegadores" as pessoas que visitam o site (navegador é o programa; quem lê é o visitante). Vale refazer a lista inteira — e organizá-la de um jeito que ajuda a decidir.

O critério mais útil não é a frequência do erro, é quanto custa desfazê-lo. Trocar a cor de um botão leva minutos. Reescrever a estrutura de endereços de um site que já ranqueia leva semanas. Recuperar um domínio registrado no nome de um ex-fornecedor pode simplesmente não acontecer. São três camadas diferentes, e a regra que atravessa todas é a mesma: quanto mais cedo a decisão acontece no projeto, mais caro é o erro depois.

Os 15 erros, quando aparecem e o custo de corrigir

#ErroQuando aconteceCusto de desfazer
1Domínio registrado em nome de terceiroAntes do projetoPode não haver solução
2Não ter os acessos do próprio siteNa contrataçãoDepende de terceiros
3Trocar URLs sem redirecionamento 301Na publicaçãoMeses de histórico
4Plataforma que prende o conteúdoNa escolha da ferramentaRefazer o site
5Não definir de quem é o projeto no contratoNa assinaturaDisputa jurídica
6Conteúdo escrito depois do layoutNo projetoSemanas de retrabalho
7Celular tratado como detalhe finalNo projetoRefazer o layout
8Páginas sem relação com o que se buscaNa arquiteturaReestruturar o site
9Imagens e carregamento sem cuidadoNa produçãoSemanas de ajuste
10Medição instalada tarde demaisNo lançamentoDados perdidos para sempre
11Nenhuma ação clara na páginaNo conteúdoHoras
12Contato escondidoNo conteúdoHoras
13Texto que fala da empresa, não do clienteNo conteúdoDias
14Erros de escrita e textos de exemplo esquecidosNa revisãoHoras
15Sem confirmação depois do envioNo lançamentoHoras

Camada 1: os cinco erros quase irreversíveis

São decisões, não tarefas — e todas acontecem antes de a primeira tela ser desenhada. É por isso que quase nunca aparecem em listas de "erros de design".

  • Domínio no nome de outra pessoa — o assunto da próxima seção, e o único erro desta lista que pode custar o endereço inteiro do negócio;
  • Não ter os acessos — hospedagem, painel do site, DNS e medição em contas de terceiros. O site funciona até o dia em que a relação com o fornecedor termina;
  • Trocar endereços sem redirecionar — refazer o site mudando as URLs sem aplicar 301 de cada endereço antigo para o novo equivalente zera o histórico das páginas nos buscadores e quebra todo link externo que apontava para elas;
  • Escolher uma plataforma que prende o conteúdo — a pergunta a fazer antes de contratar é simples: se eu quiser sair daqui, levo os textos, as imagens e os endereços comigo? Quando a resposta é não, cada mês de uso aumenta o custo da saída;
  • Não definir a propriedade no contrato — quem é dono do código, das artes e do conteúdo depois de pago. Sem isso escrito, a discussão acontece no pior momento possível, que é o da separação. Esse ponto e os demais cuidados de contratação estão detalhados em como não cair em golpes na criação do site.

O erro nº 1: o domínio que não é seu

O texto original acertava ao começar pelo domínio, mas parava na parte menos importante — a memorização do endereço. O risco real é outro: quem consta como titular no registro é quem controla o domínio, e não quem paga a conta ou usa o site todo dia. Registros feitos no CPF do fornecedor, do sobrinho que ajudou no começo ou do funcionário que já saiu da empresa criam uma dependência que só aparece quando é tarde.

A verificação leva dois minutos: consulte a titularidade do seu domínio na busca pública do Registro.br, no caso dos .com.br, e confira se o CNPJ que aparece é o da sua empresa. Se não for, resolva enquanto a relação com quem registrou ainda é boa — a transferência é simples com colaboração e complicada sem ela.

Vale ainda o alerta que o texto antigo fazia com razão: endereço dentro do domínio de uma plataforma gratuita é emprestado. Ele não vai embora com você, e todo o histórico construído fica para trás no dia da mudança. Um domínio próprio custa pouco por ano e é o único ativo digital que continua seu independentemente de quem faz ou hospeda o site.

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Os seis acessos que você precisa ter

Um site só está entregue quando você consegue entrar sozinho em seis lugares. Peça todos por escrito, em contas de e-mail da própria empresa — nunca no e-mail pessoal de quem executou o projeto:

  1. Registro do domínio, com a sua empresa como titular;
  2. Painel da hospedagem, onde ficam os arquivos e a renovação do plano;
  3. Painel administrativo do site, com um usuário administrador seu;
  4. Gerenciamento de DNS, que aponta o domínio para a hospedagem e para o e-mail corporativo;
  5. Conta de analytics, com você como proprietário da propriedade, não como convidado;
  6. Search Console, que mostra como o site aparece na busca e avisa quando algo quebra.

Guardar essas credenciais em um cofre de senhas com duas pessoas da empresa com acesso resolve o problema seguinte, que é o de tudo estar na cabeça de uma pessoa só. A rotina de segurança e manutenção que vem depois está em como manter a segurança do site em dia.

Camada 2: os cinco erros caros de corrigir

Aqui o site funciona, ninguém perde nada de imediato, e o prejuízo se acumula em silêncio:

  • Conteúdo escrito depois do layout — o erro que mais atrasa projetos, tratado logo abaixo;
  • Celular tratado como detalhe final — a versão de celular é a que os buscadores usam como principal para indexar e avaliar o site, então o que quebra na tela pequena quebra na avaliação inteira. E não basta abrir: texto ilegível sem zoom, botões pequenos demais e conteúdo escondido contam como falha, como detalhado em site responsivo x site mobile;
  • Páginas sem relação com o que as pessoas buscam — um site organizado pelo organograma da empresa, não pelas dúvidas de quem procura. Cada serviço relevante merece a sua própria página, com o nome que o cliente usa;
  • Imagens e carregamento sem cuidado — fotos de vários megabytes subindo em tamanho original é o motivo mais comum de site lento, e cada segundo a mais custa visitantes que não esperam;
  • Medição instalada tarde demais — este tem uma particularidade cruel: dado não coletado não se recupera. Instalar analytics e Search Console três meses depois significa três meses de decisões tomadas no escuro, para sempre.

Conteúdo depois do layout: o erro que atrasa tudo

É a inversão mais comum e a mais cara em tempo. O projeto começa pelas telas, o cliente aprova o visual e só então alguém pergunta quem vai escrever os textos. A partir daí, tudo trava: o layout já definiu quantas palavras cabem em cada caixa, e o conteúdo passa a ser espremido em um espaço que não foi feito para ele. O parágrafo que explicava o diferencial não cabe; o título que dizia algo é cortado; e a lacuna é preenchida com frases genéricas que ninguém lê.

A ordem correta é a inversa: definir as páginas, escrever o conteúdo de cada uma e só então desenhar as telas que apresentam esse conteúdo. Layout é forma, e forma precisa de algo a que se ajustar. É por isso que a regra "conteúdo antes do layout" aparece no mapa organizacional da criação de sites — e por isso que reunir as informações antes de começar, como descrito em informações necessárias antes de criar um site, encurta o projeto inteiro.

"Nenhum layout salva um texto que não diz nada — mas um texto pronto sempre encontra um layout."

"Boa escrita" não é sobre ortografia

O post original trazia esse item, e ele merece ser reformulado. Erro de português no site prejudica a confiança, sim, e é barato de corrigir — uma revisão resolve. Mas raramente é o problema do texto de um site de empresa. O problema real é outro: a página fala da empresa, não de quem está lendo.

Quem chega ao site de um fornecedor quer saber o que ele resolve, para quem, como funciona, quanto tempo leva e como falar com alguém. Uma home que dedica a primeira tela a dizer há quantos anos a empresa existe e quanto ela é comprometida com a qualidade não respondeu nenhuma dessas perguntas — e nenhuma revisão gramatical conserta isso. O teste é simples: leia cada parágrafo e pergunte e daí, para quem lê?. Se não houver resposta, o parágrafo sobra.

Junto disso vai um erro pequeno e constrangedor: texto de exemplo esquecido no ar — o "Lorem ipsum", a "Rua Exemplo, 123", o telefone do modelo. Acontece mais do que se imagina, e denuncia que ninguém releu o site depois de publicar.

Camada 3: os cinco que sangram todo dia

Baratos de corrigir, quase sempre não corrigidos — e é essa combinação que os torna caros no acumulado:

  • Nenhuma ação clara na página — a pessoa leu, se convenceu e não sabe o que fazer em seguida. Toda página precisa de um próximo passo visível;
  • Contato escondido — telefone só no rodapé, formulário em uma página distante, WhatsApp que não abre no toque do celular;
  • Texto que fala da empresa, não do cliente — tratado na seção anterior;
  • Erros de escrita e textos de exemplo — corrigíveis em uma tarde de revisão;
  • Sem confirmação depois do envio — o visitante preenche o formulário e a tela não muda. Sem confirmação, ele não sabe se deu certo, muitas vezes envia de novo, e você perde a única chance de dizer em quanto tempo vai responder.

Checklist de 8 itens antes de publicar

  1. Formulários chegando a um e-mail que alguém realmente lê — teste enviando um de verdade;
  2. Telefone e WhatsApp clicáveis, abrindo no toque a partir do celular;
  3. Site aberto em um celular real, não apenas na janela reduzida do computador;
  4. Certificado de segurança ativo, com o site abrindo em https sem aviso do navegador;
  5. Medição instalada e registrando antes do primeiro visitante;
  6. Com e sem www resolvendo para o mesmo endereço, sem duplicar o site;
  7. Página de erro 404 útil, com busca e caminho de volta;
  8. Nenhum texto de exemplo esquecido em qualquer página.

Os erros que só aparecem no mês seguinte

O site entra no ar, a equipe comemora e quatro perguntas ficam sem dono:

  • Quem atualiza — sem responsável definido, o site congela no dia da entrega e envelhece em silêncio;
  • Quem confere se os formulários continuam chegando — uma mudança de e-mail ou de servidor derruba o envio sem aviso, e a descoberta costuma vir por um cliente que reclama de não ter tido resposta;
  • Quem olha os dados — a medição instalada e nunca aberta é a mesma coisa que medição nenhuma;
  • Quem renova domínio e hospedagem — a falha mais evitável de todas, e a que tira o site do ar de uma hora para outra. Renovação automática ativa e o cartão de cobrança atualizado resolvem, junto com o cuidado na escolha de uma empresa de hospedagem.

5 erros de quem contrata, não de quem executa

  1. Aprovar o layout sem ler os textos — o visual agrada, o conteúdo passa despercebido e vai para o ar assim;
  2. Enviar o material em partes, ao longo de semanas — a causa número um de atraso em projeto de site;
  3. Decidir por "eu gostei" em vez de por objetivo — gosto pessoal é o critério mais caro em uma página que precisa converter;
  4. Trocar o escopo no meio — cada página nova acordada por mensagem, sem revisar prazo, adia a entrega inteira;
  5. Não saber quem faz o quê — designer, desenvolvedor, redator e responsável por SEO fazem coisas diferentes, como explicado em quem cria sites, afinal. Orçamentos que parecem baratos costumam ser os que deixaram alguém de fora.

Perguntas frequentes

Qual é o erro mais grave na hora de criar um site?

Registrar o domínio no nome de outra pessoa — do fornecedor, do sobrinho que ajudou, do funcionário que saiu. É o único erro que pode custar o endereço inteiro do negócio, porque quem consta como titular no registro é quem controla o domínio. Todos os outros erros se corrigem com trabalho; esse depende da boa vontade de um terceiro.

Quais acessos eu preciso ter antes de aprovar um site?

Seis: o registro do domínio em nome da sua empresa, o painel da hospedagem, o painel administrativo do site, os DNS, a conta de analytics e o Search Console. Tudo em contas de e-mail corporativo da empresa, nunca no e-mail pessoal de quem executou o projeto. Se você não consegue entrar sozinho em cada um deles, o site não está entregue.

Posso mudar os endereços das páginas depois que o site está no ar?

Pode, mas nunca sem redirecionamento 301 de cada endereço antigo para o novo equivalente. URL trocada sem redirecionamento zera o histórico daquela página nos buscadores e quebra todos os links que apontam para ela em outros sites, materiais e mensagens. Por isso a estrutura de endereços é decisão de projeto, não detalhe de última hora.

Por que o conteúdo deve vir antes do layout?

Porque layout é forma, e forma precisa de algo a que se ajustar. Quando o texto chega depois, ele é espremido em caixas que já existem: o parágrafo essencial não cabe, o título é cortado e alguém preenche o resto com frases genéricas. O projeto atrasa e a página fica pior — inversão que responde pela maior parte dos atrasos em criação de sites.

Erro de português no site prejudica de verdade?

Prejudica a confiança, e é barato de corrigir — mas raramente é o erro principal. O problema mais comum de texto em site de empresa não é ortográfico: é falar de si mesmo. Páginas que só dizem há quantos anos a empresa existe e quanto ela é comprometida não respondem o que o visitante veio saber, e nenhuma revisão gramatical conserta isso.

Preciso mesmo de domínio próprio?

Sim. Endereço dentro do domínio de uma plataforma gratuita é emprestado: você não o leva embora se trocar de fornecedor, e todo o histórico construído fica para trás. Um domínio próprio custa pouco por ano, é registrado em minutos e é o único ativo digital que continua seu independentemente de quem faz ou hospeda o site.

O que checar antes de colocar o site no ar?

Oito itens: formulários enviando para um e-mail que alguém lê, telefone e WhatsApp funcionando no toque, o site abrindo em celular real, certificado de segurança ativo, medição instalada, versão sem www e com www resolvendo para o mesmo endereço, página de erro 404 útil e nenhum texto de exemplo esquecido nas páginas.

Quais erros só aparecem depois que o site está no ar?

Os quatro clássicos: ninguém definiu quem atualiza o site, ninguém verificou se os formulários continuam chegando, ninguém acompanha o que as pessoas procuram e encontram, e ninguém renovou domínio ou hospedagem — falha que tira o site do ar de uma hora para outra e é 100% evitável com renovação automática.

Site que não funciona bem no celular ainda é problema?

É o problema, não um problema. Os buscadores passaram a usar a versão de celular como versão principal para indexar e avaliar o site, então o que quebra na tela pequena quebra na avaliação inteira. E não basta o site abrir no celular: texto ilegível sem zoom, botões pequenos demais e conteúdo escondido contam como falha.

Comece o site pela decisão certa

A Agência Fort conduz o projeto na ordem que evita os erros caros: domínio e acessos no seu nome, conteúdo antes do layout e medição desde o primeiro dia. Conheça a criação de sites.

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Site responsivo x site mobile