Qual a importância de um hotsite para minha empresa?

Hotsite para empresa: quando vale a pena, decisões técnicas e o que fazer quando a campanha acaba A vida de um hotsite — e a decisão que quase ninguém toma ANTES — decidir pasta ou subdomínio? indexar ou não? data de fim definida e o destino já combinado DURANTE — no ar tráfego de anúncio e e-mail poucas páginas, uma ação medição própria da campanha identidade visual só dela DEPOIS — acabou a página NÃO sai do ar sozinha não existe "data de validade" alguém precisa executar 301 PARA A PÁGINA FIXA o destino mais comum links e histórico vão para a página de serviço ou produto nada se perde VIRAR PÁGINA PERMANENTE quando a oferta pegou a campanha virou item do catálogo: entra no mapa do site tira as datas e mantém FICAR ÓRFÃO NO AR o que acontece por omissão promoção vencida indexada, competindo com o site pela marca frustra quem chega
TL;DR — Resumo em 4 pontos:
  • Hotsite é um site temporário de campanha, com poucas páginas e identidade própria — não é landing page nem one page.
  • Vale em 4 casos: lançamento, evento, campanha sazonal e ação de marca. Fora deles, uma página no site resolve melhor.
  • As duas decisões técnicas que definem o resultado: pasta, subdomínio ou domínio — e indexar ou não.
  • Um hotsite não sai do ar sozinho: o destino (301 ou virar página fixa) precisa ser decidido antes de a campanha começar.

O que é um hotsite

Hotsite — também chamado de microsite — é um site temporário criado para uma campanha, um lançamento ou um evento, separado do site institucional. Tem poucas páginas, identidade visual própria daquela ação e um fim previsto. A versão antiga deste post afirmava que ele tem "data de validade" e que "após a data prevista a página automaticamente sai do ar". Isso não existe. Nenhuma página se remove sozinha: o que existe é uma decisão — tomada por alguém, e executada — sobre o que acontece quando a campanha termina. É a parte que mais se esquece e a que mais custa depois.

Hotsite × landing page × one page × site institucional

 HotsiteLanding pageOne pageSite institucional
ObjetivoContar uma campanhaUma conversãoApresentar a empresaToda a empresa
DuraçãoTemporárioEnquanto a campanha rodarPermanentePermanente
Páginas3 a 8, com navegação1, sem menu1, com âncoras8 a 30+
IdentidadeDa campanhaDa campanha ou da marcaDa marcaDa marca
EndereçoPasta, subdomínio ou domínioPasta do siteDomínio principalDomínio principal
IndexaçãoDepende (ver adiante)Em geral nãoSimSim
No fim301 ou vira permanenteDesligada

A confusão mais comum é entre hotsite e landing page: a landing page é uma peça; o hotsite é um ambiente — e pode conter uma landing page dentro dele. A distinção detalhada entre landing page e one page está em landing page × one page.

Por que criar um em vez de uma página no site

Duas razões legítimas, e nenhuma é "porque fica bonito". A primeira é foco: dentro do site institucional, a campanha compete com menu, outros serviços e a navegação inteira; em um hotsite, quem entra só encontra a campanha. A segunda é liberdade: um lançamento pode exigir uma identidade visual, uma linguagem ou um formato que não cabem na marca do site principal — e testá-los em ambiente separado não arrisca o que já funciona. Se nenhuma das duas razões está presente, uma página nova dentro do site é mais barata, herda a autoridade e não cria trabalho no fim.

Quando vale a pena: os 4 casos

  1. Lançamento de produto ou serviço que precisa de espaço próprio — explicação, demonstração, comparativo, perguntas — e não caberia em uma página só;
  2. Evento com programação, palestrantes, local, inscrição e informações práticas: é conteúdo demais para uma página e some depois que o evento passa;
  3. Campanha sazonal com identidade visual distinta (datas comemorativas, aniversário da empresa, ação promocional) e prazo curto e claro;
  4. Ação de marca — um posicionamento, um manifesto, uma causa — que exigiria mudar o site principal para acontecer.

Quando não vale

  • Para captar leads de um serviço permanente — isso é página de serviço, que precisa ranquear e viver no site;
  • Quando a "campanha" não tem fim previsto — sem data, o hotsite vira um segundo site mal mantido em paralelo ao primeiro;
  • Quando não há verba de tráfego — o hotsite depende de anúncio, e-mail ou mídia para receber visitas; sozinho, em domínio novo, ele não é encontrado. Como esse tráfego é comprado e medido está em por que investir em compra de mídia.
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Pasta, subdomínio ou domínio próprio?

A decisão que mais afeta o resultado, e a que costuma ser tomada por hábito. Pasta do domínio principal (site.com.br/campanha) é a escolha padrão: herda a autoridade já conquistada, aparece nas buscas pela marca e o redirecionamento no fim é trivial. Subdomínio (campanha.site.com.br) faz sentido quando a campanha precisa de infraestrutura ou tecnologia separada — os buscadores costumam tratá-lo como um site relacionado, mas não idêntico. Domínio próprio só quando a campanha tem nome de marca próprio e vida longa; nesse caso ele começa do zero em autoridade e, na prática, já não é um hotsite, é um site novo — com todo o custo de um.

Indexar ou não indexar

Depende de onde vem o tráfego. Se o hotsite recebe visitas de anúncio, e-mail e redes, não há motivo para indexá-lo — e há motivo para não: uma promoção vencida no índice frustra quem chega meses depois e ocupa espaço nas buscas pelo nome da marca. Se o hotsite tem conteúdo que as pessoas realmente buscam (a programação de um evento conhecido, por exemplo), indexar faz sentido enquanto durar. A regra prática: indexe se o conteúdo continua verdadeiro por meses; não indexe se ele vence. O mesmo raciocínio, aplicado a páginas de campanha dentro do site, está em a relação do SEO com a geração de leads.

"Hotsite não tem data de validade — tem data de decisão. Se ninguém decidir o que acontece no fim, o padrão é o pior dos destinos: ficar no ar, vencido, para sempre."

O que fazer quando a campanha acaba

  1. Redirecionar com 301 para a página fixa correspondente — o destino mais comum. Os links que a campanha conquistou e o histórico da URL passam para a página de serviço ou de produto, e quem chegar atrasado cai em algo útil em vez de um erro;
  2. Transformar em página permanente — quando a oferta da campanha virou item do catálogo. Tiram-se as datas, o contador e as menções ao prazo, e a página entra no mapa do site como qualquer outra;
  3. Deixar órfão no ar — o que acontece por omissão, e o único destino errado: promoção vencida indexada, competindo com o site nas buscas pela marca e frustrando quem chega.

A decisão custa cinco minutos antes da campanha começar e vira um problema de meses se ficar para depois. Ela pertence à mesma disciplina de projeto descrita em como funciona um mapa organizacional: cada entrega tem um responsável e um fim definido.

O que um hotsite precisa ter

  • Uma ação principal clara — inscrever, cadastrar, comprar, pedir contato — repetida em todas as páginas;
  • Prazo visível, quando houver: a urgência é metade do motivo de existir uma campanha;
  • Link para o site principal, para quem quer saber quem é a empresa antes de agir;
  • Medição instalada desde o primeiro dia, separada da do site principal;
  • Versão mobile impecável — quase todo o tráfego de campanha chega pelo celular;
  • Data de fim e destino já combinados por escrito com quem vai executar.

Como medir o resultado

Pelo objetivo da campanha, nunca por visitas. Se o hotsite existe para inscrições, o número é inscrições; se é para vendas, vendas; se é para cadastros, cadastros — e, havendo mídia paga, o custo por resultado. Some a isso um número de comportamento: quantos passaram da primeira página. Ele responde se a história da campanha funcionou ou se as pessoas saíram na abertura — a informação que decide como será o próximo hotsite. E, como o endereço é separado, tudo isso se mede de forma limpa, sem se misturar ao tráfego do site institucional. Essa é, aliás, uma vantagem real do formato que a versão antiga citava de passagem e nunca explicava.

5 erros comuns com hotsites

  1. Criar em domínio próprio por vaidade — começa do zero em autoridade e é abandonado em seis meses;
  2. Não definir o fim antes do começo — o destino padrão vira "ficar no ar para sempre";
  3. Indexar promoção com prazo — que continua aparecendo nas buscas depois de vencida;
  4. Usar hotsite para serviço permanente — o que deveria ser uma página de serviço ranqueando o ano inteiro;
  5. Não medir separado — e terminar a campanha sem saber se ela funcionou.

Perguntas frequentes

O que é um hotsite?

É um site temporário criado para uma campanha, um lançamento ou um evento específico, separado do site institucional. Costuma ter poucas páginas, identidade visual própria da campanha e uma data de fim prevista. Também é chamado de microsite. Ao contrário do que se lê por aí, ele não sai do ar sozinho na data marcada: alguém precisa decidir e executar o que acontece depois.

Qual a diferença entre hotsite e landing page?

A landing page é uma página única focada em uma conversão, geralmente dentro do próprio site e sem menu. O hotsite é um conjunto de poucas páginas com navegação própria, criado para contar uma história de campanha — pode inclusive conter uma landing page dentro dele. Landing page é uma peça; hotsite é um ambiente temporário.

Quando vale a pena fazer um hotsite?

Em quatro situações: lançamento de produto que precisa de espaço próprio para explicação; evento com programação, inscrição e informações práticas; campanha sazonal com identidade visual distinta da marca; e ação de marca que exigiria mudanças no site principal. Fora desses casos, uma página dentro do site costuma resolver melhor e mais barato.

Hotsite prejudica o SEO do site principal?

Pode, se for feito em domínio separado e indexado: ele começa do zero em autoridade, não soma ao site principal e ainda pode competir com ele por termos parecidos. Em pasta do domínio principal, o hotsite aproveita a autoridade já existente. Em subdomínio, fica em um meio-termo. Para campanha curta, o mais seguro é pasta ou não indexar.

O que fazer com o hotsite quando a campanha acaba?

Uma de duas coisas: redirecionar com 301 para a página fixa correspondente, transferindo os links e o histórico; ou transformá-lo em página permanente, se a oferta virou item do catálogo. O que não se faz é deixar no ar sem manutenção — uma promoção vencida indexada gera frustração em quem chega e ocupa espaço nas buscas da marca.

Hotsite deve ficar em domínio próprio ou no site da empresa?

Na maioria dos casos, em uma pasta do domínio principal (site.com.br/campanha), porque herda a autoridade e simplifica o redirecionamento no fim. Subdomínio faz sentido quando a campanha precisa de infraestrutura separada. Domínio próprio só quando a campanha tem nome de marca próprio e vida longa — e aí não é bem um hotsite.

Quanto tempo dura um hotsite?

O tempo da campanha: de algumas semanas, numa promoção, a alguns meses, num evento ou lançamento. O que define não é o prazo em si, mas ter um fim previsto e decidido antes de começar. Hotsite sem data de fim definida quase sempre vira página abandonada.

Como medir o resultado de um hotsite?

Pelo objetivo da campanha, não por visitas: inscrições, cadastros, vendas ou pedidos de contato originados nele, e o custo por resultado quando há mídia paga. Some a isso o comportamento dentro do hotsite — quantos passaram da primeira página — para saber se a história da campanha funcionou ou se as pessoas saíram na abertura.

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