Qual o tamanho ideal de um post de blog

Qual o tamanho ideal de um post de blog: o método para descobrir em vez de escolher O tamanho aparece no fim do processo, não no começo PARTIR DE UMA META DE PALAVRAS PARTIR DA PERGUNTA Assunto menor que a meta enche com repetição, contexto e definições que ninguém pediu Assunto maior que a meta corta informação que fazia falta — e o leitor sai com a dúvida seguinte 1. Liste as dúvidas que a pergunta gera 2. Veja o que já é coberto — e o que falta 3. Escreva cobrindo tudo 4. Corte 10% no fim Contagem de palavras não é fator de classificação — completude é o que aparece como se fosse Você não decide escrever 1.500 palavras — descobre que a resposta tem esse tamanho
TL;DR — Resumo em 4 pontos:
  • O tamanho não é escolhido — é descoberto. Ele aparece no fim do processo, não antes de escrever.
  • Correção: contagem de palavras não é fator de classificação. É completude, e a confusão é uma inversão de causa e efeito.
  • Correção: texto não deixa a página lenta. Imagem deixa.
  • O teste do término: qual seria a próxima dúvida de quem acabou de ler?

O texto anterior se contradizia

A versão de 2019 defendia, na primeira metade, que as pessoas querem "informações rápidas, precisas e diretas" e que "muitas informações desnecessárias" fazem o leitor sair. Na segunda metade, apresentava uma faixa de "conteúdo estendido: de 500 a 2000 palavras". As duas partes se opõem, e o texto não reconcilia nenhuma delas.

As faixas propostas — até 300, de 300 a 500, de 500 a 2000 — vinham sem qualquer justificativa, atribuídas a categorias como "pessoas que trabalham com marketing através de artigos difundidos", frase que não descreve ninguém. Havia ainda "a cima", "buscam a internet" sem preposição e um fecho que era anúncio.

E havia duas afirmações técnicas erradas. Vale começar por elas, porque são a origem da maioria das decisões ruins sobre tamanho de texto.

Correção: texto não deixa a página lenta

O texto anterior dizia que "com muitas informações desnecessárias, além do carregamento da página tornar-se mais lento", as pessoas saem. A primeira parte não procede.

Texto é o conteúdo mais leve que existe em uma página. Mesmo um artigo de vários milhares de palavras representa uma fração mínima do peso total — quase nada perto de uma única fotografia enviada sem tratamento.

O que torna uma página lenta são as imagens e os scripts de terceiros, como está detalhado em curiosidades sobre criação de sites. Cortar texto para "deixar a página mais rápida" é otimizar o item errado: perde-se informação e não se ganha velocidade nenhuma.

Correção: número de palavras não ranqueia

Esta é a crença que mais estraga textos: a de que existe uma contagem mínima para aparecer bem nas buscas, e que textos mais longos ranqueiam melhor.

Contagem de palavras não é fator de classificação. A impressão contrária vem de uma inversão de causa e efeito muito compreensível: quando alguém observa que as páginas mais bem posicionadas costumam ser longas, conclui que o comprimento produziu a posição. É o contrário — assuntos complexos e disputados exigem respostas completas, e respostas completas são naturalmente longas.

A consequência prática é direta: um texto longo e vazio perde para um texto curto que responde bem. E perseguir uma meta de palavras produz exatamente o texto longo e vazio, porque a única forma de bater a meta quando o assunto acabou é repetir, contextualizar demais e definir o que ninguém perguntou.

O tamanho é descoberto, não escolhido

Trocadas as premissas, aparece a formulação útil: você não decide o tamanho antes de escrever — você o descobre ao mapear o que precisa ser respondido.

Ninguém decide "vou escrever mil e quinhentas palavras". O que acontece é: a pergunta gera oito sub-perguntas, três delas exigem exemplo, duas têm exceções que precisam ser ditas — e o texto que cobre tudo isso tem mil e quinhentas palavras. O número é resultado, não meta.

Isso muda a pergunta que abre o trabalho. Em vez de "quantas palavras este post precisa ter?", a pergunta é "o que precisa estar respondido para que ninguém saia daqui com dúvida?". A primeira leva a encher ou a cortar; a segunda leva ao tamanho certo por consequência.

O método em 4 passos

Na prática, quatro passos descobrem o tamanho antes de a primeira frase ser escrita:

  1. Liste as dúvidas que a pergunta gera. Escreva a pergunta do título e, embaixo, tudo o que alguém perguntaria em seguida. Uma pergunta como "quanto custa um site" gera facilmente dez; "qual a diferença entre X e Y" costuma gerar três.
  2. Veja o que já está coberto — e o que falta. Pesquise o termo e olhe as páginas que respondem. Não para copiar: para descobrir quais sub-perguntas todas cobrem (essas são obrigatórias) e quais nenhuma cobre (essas são a sua vantagem).
  3. Escreva cobrindo tudo, uma seção por sub-pergunta. Nessa fase não se preocupe com tamanho: preocupe-se em não deixar buraco.
  4. Corte dez por cento. Sem escolher antes o que cortar — a restrição é o que obriga a encontrar o que sobrava. É a operação que separa texto completo de texto inchado.

O número que sobrar ao fim desses quatro passos é o tamanho ideal daquele texto. Ele será diferente no próximo, e tudo bem.

O teste do término

Falta um critério para saber que acabou, e ele cabe em uma pergunta: qual seria a próxima dúvida de quem acabou de ler?

Três respostas possíveis, com três encaminhamentos:

  • Ela já foi respondida no texto. O texto está completo. Pode publicar.
  • Ela ainda não foi respondida e pertence ao mesmo assunto. Falta escrever. É a lacuna que faz o leitor sair procurando em outro lugar.
  • Ela pertence a outro assunto. O texto acabou — e você acabou de descobrir a pauta do próximo, com o link entre os dois já justificado.

Esse teste é mais confiável que qualquer contagem, porque mede o que de fato importa: se a pessoa foi atendida.

Tamanho por tipo de busca

Há um padrão que ajuda a calibrar a expectativa antes mesmo do primeiro passo — o tamanho acompanha o tipo de pergunta:

  • Busca por um dado. "Que horas abre", "qual o prazo", "qual a diferença entre dois termos". A resposta cabe em poucas linhas, e alongá-la irrita quem só queria o dado.
  • Busca por um procedimento. "Como fazer X". O tamanho é o número de passos vezes o detalhe que cada um exige — e o texto acaba quando o último passo foi descrito.
  • Busca por uma decisão. "Vale a pena", "qual escolher", "quanto custa". São as mais longas, porque envolvem critérios, exceções, casos em que a resposta muda e o que fazer quando ela não se aplica.
  • Busca por entendimento. "O que é", "por que acontece". Tamanho médio: exige definição, mecanismo e um exemplo, e raramente mais que isso.

Errar o tipo é o erro mais caro: responder com dois mil e quinhentas palavras quem queria um número, ou com cinco linhas quem precisava decidir.

Cansado de textos que não respondem nada? A Agência Fort escreve a partir das dúvidas reais do seu público — e o tamanho sai da resposta, não de uma meta. Fale pelo WhatsApp.

Os dois modos de falhar

Texto curto demais e texto longo demais falham de formas diferentes, e reconhecer qual é qual aponta a correção.

O texto curto falha por incompletude. A pessoa lê, entende a ideia geral e sai com a pergunta prática sem resposta — o "mas e no meu caso?". Ela vai procurar em outro lugar, e o texto não cumpriu função nenhuma além de ocupar espaço.

O texto longo falha por diluição. A informação está lá, mas cercada de contexto que ninguém pediu, definições óbvias e repetição. A pessoa desiste no meio — e o efeito é o mesmo do texto curto, com o agravante de ter custado mais para produzir.

Note que o problema nunca é o número em si: é a relação entre o que foi escrito e o que precisava ser respondido.

Quando o assunto é curto de verdade

Existem perguntas cuja resposta honesta tem duzentas palavras. Nesses casos, há duas saídas — e uma delas é ruim.

A saída ruim é inflar: acrescentar história do setor, definições que ninguém pediu, três parágrafos de introdução e uma conclusão que repete tudo. O texto atinge a meta e responde pior do que antes.

A saída boa é publicar curto — ou juntar. Se a dúvida é pequena mas real, uma resposta direta serve bem, e várias dúvidas pequenas do mesmo tema podem virar um texto único que responde todas, o que costuma ser mais útil do que quatro textos raquíticos.

Publicar curto tem, inclusive, uma vantagem: quem procurava exatamente aquilo encontra a resposta sem rolagem — e é isso que faz alguém voltar.

Quando há dois textos ali dentro

O caso oposto é mais comum do que parece. Quando um texto passa das duas mil palavras e continua crescendo, vale checar se ele não virou dois.

O sinal é claro: o texto responde a duas perguntas diferentes, e alguém interessado na segunda precisa atravessar a primeira inteira para chegar lá. É o caso de um artigo que explica o que é algo e, na metade, vira um passo a passo de como fazer.

Dividir rende mais por dois motivos. Cada parte fica completa em vez de resumida, e passam a existir duas páginas encontráveis em vez de uma tentando cobrir tudo — cada uma respondendo à busca específica que lhe corresponde, com um link entre elas.

O critério para dividir não é o tamanho: é a existência de duas perguntas distintas. Um texto de três mil palavras que responde a uma pergunta só continua sendo um texto.

Densidade: informação por parágrafo

Se contagem de palavras não é a medida certa, o que é? A resposta prática é densidade: quanta informação nova cada parágrafo entrega.

Um teste rápido revela isso: leia um parágrafo e pergunte o que eu sei agora que não sabia antes de lê-lo? Se a resposta for "nada", ele é enchimento — mesmo bem escrito, mesmo com bom ritmo.

Os enchimentos mais frequentes têm nome:

  • A introdução sobre o mundo — "vivemos em um mundo cada vez mais digital".
  • A definição que ninguém pediu, de um termo que o próprio leitor usou para chegar ali.
  • O anúncio do que virá: "a seguir, vamos explicar". Explique.
  • A conclusão que repete o que já foi dito, em vez de apontar o próximo passo.

Cortar esses quatro costuma reduzir um texto em quinze por cento sem tirar uma única informação — e o que sobra fica mais fácil de ler.

O outro tamanho: parágrafo, frase e seção

"Tamanho" costuma ser discutido só em número de palavras do texto inteiro, quando a dimensão que o leitor percebe é outra: o tamanho dos blocos.

Um artigo de duas mil palavras com subtítulos a cada bloco e parágrafos curtos parece rápido. O mesmo texto em cinco parágrafos gigantes parece interminável — e a diferença de percepção é maior do que qualquer corte de palavras produziria.

As medidas que funcionam: uma ideia por parágrafo, o que dá de duas a cinco linhas na tela; frases com no máximo duas vírgulas, porque a maior parte da leitura acontece no celular; e um subtítulo a cada bloco de assunto, para que a página possa ser percorrida. O detalhamento está em como escrever bem para um blog.

Como saber se passou do ponto

Quatro sinais indicam que um texto ficou maior do que precisava:

  1. Você repetiu a mesma informação em duas seções — sinal de que uma delas não precisava existir.
  2. Alguma seção não responde a nenhuma dúvida real, e foi escrita porque "ficaria estranho não falar disso".
  3. O corte de dez por cento foi fácil. Se sobrou muito para tirar sem dor, provavelmente cabe tirar mais.
  4. Você precisou de uma segunda introdução no meio do texto para retomar o assunto — indício de que ali começa outro artigo.

E vale a nota final sobre textos antigos: aumentar por aumentar não melhora nada. O que rende é acrescentar o que faltava — uma dúvida recorrente sem resposta, um caso que ficou de fora, uma informação que mudou. Isso é atualizar, e costuma valer mais que um texto novo, porque melhora uma página que já é encontrada. O raciocínio completo está em conteúdo sempre atualizado.

Perguntas frequentes

Qual o tamanho ideal de um post de blog?

Aquele em que a pergunta do título foi respondida por inteiro, incluindo as dúvidas que a própria resposta levanta. O tamanho não é escolhido antes de escrever: é descoberto ao listar tudo o que precisa ser respondido. Se o assunto se resolve em quatrocentas palavras, o texto tem quatrocentas; se exige duas mil, forçar a redução deixa a resposta incompleta.

Textos longos ranqueiam melhor?

A contagem de palavras não é fator de classificação, e a impressão contrária vem de uma inversão de causa e efeito: assuntos complexos e disputados exigem respostas completas, que por natureza são longas — não é o comprimento que produz a posição, é a completude. Texto longo e vazio perde para texto curto que responde bem.

Post curto é ruim?

Não, quando o assunto é curto. Uma dúvida objetiva — um prazo, uma diferença entre dois termos, um procedimento simples — é melhor atendida por uma resposta direta do que por mil palavras de rodeio. O problema não é ser curto: é ser incompleto, deixando o leitor com a pergunta seguinte sem resposta.

Como saber quando o texto acabou?

Pelo teste do término: pergunte qual seria a próxima dúvida de quem acabou de ler. Se ela já foi respondida no texto, ele está completo. Se ainda não e pertence ao mesmo assunto, falta escrever. Se ela pertence a outro assunto, o texto acabou — e ali está a pauta do próximo.

Texto longo deixa a página lenta?

Não. Texto é o conteúdo mais leve de uma página: mesmo alguns milhares de palavras representam uma fração mínima do peso total. O que torna a página lenta são as imagens e os scripts de terceiros. Reduzir texto para ganhar velocidade é otimizar o item errado e perder informação por nada.

Existe um número mínimo de palavras?

Não existe mínimo obrigatório, e perseguir uma meta costuma piorar o texto: enche-se de repetição, contexto desnecessário e definições que ninguém pediu para bater a contagem. O critério que substitui a meta é a cobertura — quantas das dúvidas reais sobre o assunto o texto responde.

O que fazer quando o texto fica grande demais?

Verificar se não há dois textos ali dentro. Quando um artigo passa a tratar de duas perguntas diferentes, dividi-lo costuma render mais: cada parte fica mais completa e passam a existir duas páginas encontráveis em vez de uma que tenta cobrir tudo. Se o assunto é mesmo um só, corte o que não responde nada.

Vale aumentar um texto antigo para melhorar a posição?

Aumentar por aumentar, não. Vale acrescentar o que faltava: uma dúvida que aparece sempre e o texto não responde, um caso que ficou de fora, uma informação que mudou. Isso é atualizar, e costuma render mais que publicar um texto novo — porque melhora uma página que já é encontrada.

Qual o tamanho ideal de parágrafo?

Uma ideia por parágrafo, o que na prática dá de duas a cinco linhas na tela. Acima de seis linhas, quase sempre há duas ideias que podem virar dois parágrafos. Vale o mesmo para a frase: mais de duas vírgulas costuma indicar que ela precisa ser quebrada, sobretudo porque a maior parte da leitura acontece no celular.

Deixe o tamanho ser consequência

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