O texto anterior: uma reescrita que destruiu o sentido
A versão de 2022 tinha um problema anterior ao conteúdo: as frases não significavam nada. "Como pera?" no índice, "tem a precisão de ser conhecido", "não tinha sabedoria do local", "busca por estabelecimento com especificatividade", "a mair segurança" duas vezes, "método de digulgação", "nos dias de hoje e hoje em dia".
Em um trecho, a troca mecânica de palavras inverteu o sentido: uma "grande quantia de pessoas que pode ser prejudicada e pegada por meio de modos de pesquisas" — onde deveria estar "alcançada". O nome da ferramenta aparecia errado três vezes, como "GMN" e "Businnes". E havia um índice de seis itens em um artigo que prometia sete coisas.
Havia ainda uma atribuição sem fonte: "de acordo com o próprio Google My Business, as empresas cadastradas têm o dobro da chance de serem consideradas respeitáveis para a população e para a sociedade" — frase que não corresponde a nada verificável e que foi removida em vez de atualizada.
Correção: o nome mudou
Antes de qualquer coisa: Google My Business não existe mais com esse nome. A ferramenta passou a se chamar Perfil da Empresa no Google, e o painel separado foi descontinuado — o gerenciamento acontece direto na busca e no mapa, para quem está com a conta conectada.
A função é a mesma: cadastrar e manter as informações que aparecem quando alguém procura pela sua empresa ou pela sua categoria na região. O que mudou foi o nome e o lugar de administrar.
Vale saber porque a busca pelo nome antigo ainda leva a tutoriais desatualizados, que descrevem telas que não existem mais — e é onde muita gente trava tentando encontrar um painel aposentado.
O que ele é: o resultado, não a vitrine
A descrição comum trata o perfil como "uma vitrine da empresa no Google". A formulação mais útil é outra: o perfil é o próprio resultado de busca.
Quando alguém procura o nome da sua empresa ou uma categoria na região, o que aparece — nome, nota, horário, telefone, fotos, botão de rota — não é um anúncio que leva a algum lugar. É o destino. A pessoa lê, decide e liga sem clicar em nada.
A consequência prática muda a prioridade: para muitos negócios locais, o perfil é mais visto que o site — e a decisão acontece antes de qualquer visita. Um perfil incompleto não deixa de converter porque o site é ruim; deixa de converter sozinho, no lugar onde a decisão realmente ocorre.
Correção: o alcance não é ilimitado
O texto anterior afirmava que, com o cadastro, a empresa "terá a possibilidade de ser divulgada para um público em que o alcance não tem limite". É o contrário — e o contrário é a boa notícia.
A busca local é limitada por definição. Ela mostra o que está perto de quem procurou. Uma padaria não aparece para alguém em outro estado, e isso não é falha: é o que faz o canal funcionar. Quem chega ao seu perfil está por perto e quer resolver algo agora.
Por isso o perfil costuma converter melhor que quase qualquer outro canal: não há trabalho de convencimento sobre localização, prazo ou disponibilidade. A pessoa já está no lugar certo, na hora certa. O que resta é ela encontrar o que precisa saber.
As 3 buscas que levam alguém ao seu perfil
Três caminhos diferentes levam ao mesmo perfil, e cada um exige uma coisa:
- Busca pelo nome da empresa. Quem já ouviu falar de você e quer confirmar telefone, horário ou endereço. Exige informação correta e atualizada — é aqui que o perfil desatualizado custa clientes que já eram seus.
- Busca por categoria e local — "farmácia perto de mim", "eletricista no bairro tal". Quem não conhece ninguém e vai escolher entre as opções exibidas. Exige categoria certa, avaliações e fotos, porque a escolha é comparativa.
- Descoberta no mapa. Quem está circulando e procura algo por perto. Exige que o endereço esteja exato e o horário correto, inclusive feriados.
Repare que só o primeiro depende de a pessoa conhecer a empresa. Os outros dois são a razão de o perfil valer o trabalho: eles trazem quem nunca ouviu falar de você.
O que influencia aparecer
O Google descreve três fatores para a classificação local, e é honesto tratá-los como o que são — fatores, não uma fórmula:
- Relevância. O quanto o perfil corresponde ao que foi procurado. Depende da categoria, dos serviços cadastrados, da descrição e dos atributos. É o que você mais influencia.
- Distância. A que distância a empresa está de quem procurou. Praticamente não se influencia — resta manter endereço e área de atendimento corretos.
- Destaque. O quanto a empresa é conhecida, considerando avaliações, respostas e menções em outros lugares da web. Influencia-se bastante, com trabalho contínuo.
Ninguém garante posição no mapa, e desconfie de quem garantir. O que dá para fazer é bem definido: preencher tudo o que existe para preencher, manter atualizado e cuidar da reputação. Já é mais do que a maioria dos concorrentes faz.
A categoria principal: a decisão mais importante
De todos os campos, um decide mais que os outros somados — e costuma ser preenchido em dois segundos, sem pensar: a categoria principal.
Ela define em quais buscas o seu perfil pode aparecer. Uma oficina cadastrada como "oficina mecânica" aparece para quem procura oficina; a mesma oficina cadastrada como "serviço automotivo" pode não aparecer, porque a categoria é mais genérica e a busca é mais específica.
Duas regras práticas: escolha a mais específica que descreva o que você faz principalmente, não a que descreve tudo o que você sabe fazer. E use as categorias secundárias para o resto — elas existem justamente para isso e não substituem a principal.
Vale revisar essa escolha quando o negócio muda de foco. É comum um perfil continuar categorizado pelo serviço de cinco anos atrás, que hoje é o menos importante.
Os campos que quase todo mundo deixa vazio
A maioria dos perfis para no básico — nome, endereço, telefone — e deixa vazio justamente o que diferencia:
- Horário, incluindo feriados. Horário especial não cadastrado gera a pior experiência possível: alguém se desloca e encontra fechado. E costuma virar avaliação negativa.
- Serviços e produtos. Listados um a um, com nome e descrição curta. É informação que ajuda a relevância e responde antes da ligação.
- Descrição da empresa. Escrita para quem não conhece, dizendo o que é feito e para quem — não um texto institucional sobre missão e valores.
- Atributos. Acessibilidade, estacionamento, formas de pagamento, atendimento por vídeo. Parecem detalhes e frequentemente são o critério de escolha entre duas opções parecidas.
- Área de atendimento, para quem atende no cliente e não recebe no endereço.
Nenhum deles custa dinheiro. Todos custam uma tarde — e é a tarde mais bem paga de um negócio local.
Avaliações: o que fazer e o que não fazer
Avaliações são o que a pessoa lê antes de decidir, e o texto anterior acertou ao dizer que a opinião de outro consumidor pesa mais que qualquer mensagem da empresa. O que faltava era o como.
Pedir é permitido e recomendado. A quem foi bem atendido, logo depois do atendimento, com o link direto — quanto mais fácil, mais gente responde. O que não é permitido: comprar avaliações, criar perfis falsos ou oferecer desconto em troca de nota. Além do risco de punição, avaliação comprada costuma ser reconhecível e produz o efeito contrário.
Responder é o que mais influencia quem lê. E aqui está o ponto que quase ninguém percebe: quem está lendo uma reclamação não está avaliando a reclamação — está avaliando a reação da empresa. Ninguém espera nota perfeita; todo mundo repara em como o problema foi tratado.
Uma resposta que funciona é curta, sem defensiva, reconhece o que aconteceu, diz o que foi feito e oferece continuar a conversa fora dali. Uma resposta que piora tudo discute com o cliente em público.
Correção: o que faz o perfil ser suspenso
Esta parte não existia no texto anterior e é a que causa mais prejuízo quando ignorada: perfis são suspensos, e a empresa some do mapa até a reativação — processo lento e sem prazo garantido.
As causas mais comuns:
- Palavra-chave no nome. Acrescentar serviço ou cidade ao nome real do negócio é prática proibida, e é a mais frequente de todas. O campo deve trazer o nome como aparece na fachada.
- Endereço que não corresponde a um local real de atendimento, ou endereço de coworking usado por várias empresas.
- Categoria incompatível com a atividade real.
- Vários perfis para o mesmo endereço sem justificativa.
- Mudanças bruscas de nome, endereço ou categoria em sequência.
O ganho de curto prazo de qualquer uma dessas práticas não compensa o risco de desaparecer da busca local por semanas.
Fotos e perguntas: o que outros preenchem por você
Duas partes do perfil não são exclusividade sua — e é isso que as torna urgentes.
Fotos. Clientes também publicam, e as delas aparecem junto com as suas. Se você não publicar, o perfil será representado apenas pelo que outros fotografaram. Comece pela fachada com o entorno visível, porque é ela que ajuda a pessoa a reconhecer o lugar ao chegar; depois interior, equipe e produto em uso. Fotos reais funcionam melhor que imagem de banco.
Perguntas e respostas. Qualquer pessoa pode fazer uma pergunta — e qualquer pessoa pode respondê-la, inclusive alguém desinformado ou um concorrente. A defesa é simples e quase ninguém adota: publique você mesmo as dúvidas mais frequentes com as respostas corretas, ocupando o espaço antes.
Perfil ou site: qual vem primeiro
Para um negócio local que ainda não tem nenhum dos dois, a resposta honesta é: o perfil primeiro. Ele é gratuito, sai em uma tarde, aparece na busca rapidamente e resolve o essencial — endereço, horário, telefone, fotos, avaliações.
O site continua necessário quando é preciso explicar algo que não cabe ali: um serviço complexo, uma comparação, um processo, uma dúvida técnica. E por um motivo estrutural — o perfil pertence à plataforma, com as regras dela; o site é seu, como discutido em site para empresas.
A combinação funciona melhor que qualquer um sozinho: o perfil é a porta local, o site é onde a explicação mora, e o link do perfil leva de um ao outro.
O que medir
O painel do perfil mostra visualizações, e esse é o número menos útil. Quatro outros dizem se ele está funcionando:
- Ligações originadas no perfil. A ação mais direta em negócio local.
- Rotas traçadas. Indicam intenção de ir até você — e são um ótimo sinal para negócio com ponto físico.
- Cliques para o site. Mostram quem quis saber mais do que cabia ali.
- Mensagens recebidas, quando o recurso está ativo.
Vale acompanhar também por quais termos as pessoas chegaram. É a lista mais barata que existe para ajustar categoria, descobrir serviços que você oferece e não cadastrou, e encontrar pauta para o conteúdo do site — o mesmo raciocínio de a importância do blog para o site.
Perguntas frequentes
O que é o Google My Business hoje?
É o Perfil da Empresa no Google. O nome Google My Business foi aposentado e a ferramenta passou a se chamar Google Business Profile, gerenciada direto na busca e no mapa, sem painel separado. A função continua a mesma: cadastrar e manter as informações que aparecem quando alguém procura pelo seu negócio ou pela sua categoria na região.
O perfil substitui o site?
Para um negócio local simples, resolve o essencial: endereço, horário, telefone, fotos e avaliações. O que ele não dá é endereço próprio, espaço para explicar serviços complexos e controle sobre a informação — o layout e o que aparece mudam sem você. Para muitos negócios, o perfil é a porta e o site é onde a explicação mora.
O que faz uma empresa aparecer no mapa?
O Google descreve três fatores: relevância, ou seja, o quanto o perfil corresponde ao que foi procurado; distância entre a pessoa e o endereço; e destaque, que reúne reputação e menções da empresa na web. Você influencia bastante o primeiro e o terceiro, e quase nada o segundo — por isso preencher tudo e cuidar das avaliações é o que sobra.
Qual categoria escolher no perfil?
A mais específica que descreva o que você faz principalmente — e é a decisão mais importante do perfil, porque define em quais buscas ele pode aparecer. Categoria genérica demais dilui; categoria errada afasta. As secundárias servem para os outros serviços, sem substituir a principal.
Posso pedir avaliações aos clientes?
Pode, e é recomendado — pedir a quem foi bem atendido, logo depois do atendimento, com o link direto. O que não é permitido é comprar avaliações, criar perfis falsos ou oferecer desconto em troca de nota. Além do risco de punição, avaliação comprada costuma ser reconhecível e produz o efeito contrário em quem lê.
Devo responder avaliações negativas?
Sim, e é o que mais influencia quem está lendo. Ninguém espera nota perfeita: quem lê uma reclamação está avaliando a reação da empresa, não a reclamação em si. Resposta objetiva, sem defensiva, reconhecendo o que aconteceu e dizendo o que foi feito, converte melhor do que dez elogios sem contexto.
Posso colocar palavra-chave no nome da empresa?
Não. O campo de nome deve conter o nome real do negócio, como aparece na fachada e nos documentos. Acrescentar serviço ou cidade ali é prática proibida e uma das causas mais comuns de suspensão do perfil — que derruba a empresa do mapa até a reativação, um processo lento e sem prazo garantido.
Quais fotos colocar no perfil?
Comece pela fachada, com o entorno visível, porque é ela que ajuda a pessoa a reconhecer o lugar quando chega. Depois, o interior, a equipe trabalhando e o produto ou serviço em uso. Fotos reais funcionam melhor que imagens de banco, e atualizá-las de tempos em tempos evita a frustração de encontrar um lugar diferente do anunciado.
O que medir no perfil da empresa?
As ações, não as visualizações: quantas ligações partiram do perfil, quantas rotas foram traçadas, quantos cliques foram para o site e quantas mensagens chegaram. Vale acompanhar também por quais termos as pessoas chegaram — é a lista mais barata de pauta e de ajuste de categoria que existe.