Qual a importância de um blog para o seu site

A importância do blog para o site: portas de entrada e caminho até as páginas de serviço Quantas portas de entrada o seu site tem? SITE SEM BLOG — 8 PORTAS SITE COM BLOG — 8 + N PORTAS Home Sobre Serviço A Serviço B Serviço C Portfólio Contato Política Quase todas respondem só a quem já procura pelo nome da empresa ou pelo serviço "quanto tempo dura uma reforma de fachada?" "preciso de projeto aprovado antes de orçar?" "qual a diferença entre X e Y?" …e mais uma a cada texto publicado Cada porta responde a uma pergunta que nenhuma página fixa responde — e aponta para o serviço O blog não é uma seção a mais do site — é o que faz o resto do site ser encontrado O teste é simples: se o blog fosse desligado amanhã, o que o site perderia?
TL;DR — Resumo em 4 pontos:
  • Um site institucional tem 8 portas de entrada. Cada texto do blog abre mais uma — e todas apontam para as páginas que vendem.
  • Correção: não é "manter o site atualizado" que ranqueia. São as páginas novas respondendo a buscas novas.
  • Quando o blog assume as explicações longas, a página de serviço fica livre para ser curta — que é como ela converte melhor.
  • O teste da retirada: se o blog fosse desligado amanhã, o que o site perderia? Três números respondem.

O texto anterior e a seção chamada "Aqui"

A versão de 2019 tinha uma seção cujo título era, literalmente, "Aqui" — e cujo conteúdo era um anúncio: "aqui você pode encontrar os melhores serviços de criação de sites de toda a região". O segundo parágrafo do artigo já convidava a contratar. E a definição central dizia que um blog é "uma ferramenta que ajuda a carregar mais informações sobre determinada página", "formado por uma quantidade de linhas e palavras determinadas".

Isso não é uma definição — é o formato de uma definição sem conteúdo dentro. Havia ainda frases interrompidas ("Confira mais informações com relação em:"), acentos soltos no meio de palavras e a inversão de causa e efeito ao afirmar que "por conta do aumento de cliques e visitas, muitas pessoas conseguem as informações que desejam".

O texto novo responde à mesma pergunta, mas por um caminho que dá para verificar: o que exatamente muda no seu site quando existe um blog nele.

Onde este texto entra

Há outros textos aqui sobre blog, e cada um responde a uma pergunta diferente. Vale dizer qual é a deste, para você ir direto ao que precisa:

Este trata do efeito do blog sobre o próprio site. Não sobre o negócio em abstrato: sobre as outras páginas, as que vendem. É a parte que quase nunca é explicada, e é exatamente a que justifica o investimento para quem já tem site pronto e não vê motivo para escrever.

Oito portas de entrada — e as que o blog abre

Pense no seu site como um prédio. Um site institucional comum tem entre cinco e oito páginas: home, sobre, duas ou três de serviço, portfólio, contato. São, portanto, oito portas pelas quais alguém pode entrar vindo de uma busca.

O problema é que quase todas essas portas respondem à mesma coisa: a quem já procura pelo nome da sua empresa ou pelo serviço exato que você vende. Quem ainda não sabe nomear o que precisa não digita nenhuma delas — e por isso nunca chega.

Cada texto do blog abre uma porta nova, para uma pergunta que nenhuma das páginas fixas responde: "quanto tempo dura uma reforma de fachada", "preciso de projeto aprovado antes de pedir orçamento", "qual a diferença entre um serviço e outro". Vinte textos são vinte portas adicionais. E é uma diferença de ordem de grandeza, não de percentual: sai-se de oito para dezenas.

Correção: não é o site atualizado que ranqueia

Existe uma frase repetida há anos, inclusive no texto que este substitui: "manter o site atualizado melhora o posicionamento". Ela está errada do jeito que é dita.

Publicar com frequência não é, em si, fator de ranqueamento. Mexer em um texto sem melhorá-lo não muda nada, e trocar a data de publicação de uma página velha muito menos. Quem faz isso esperando ganho está movimentando o site sem acrescentar nada a ele.

O que acontece de verdade é diferente: quem publica com regularidade acumula páginas, e cada página nova responde a uma busca que antes ficava sem resposta no seu domínio. O ganho vem do acervo, não do calendário. É uma correção que muda a prática — em vez de "postar algo esta semana", a pergunta certa é "qual pergunta ainda não tem página aqui".

Este é o efeito menos citado e um dos mais concretos. Em um site sem blog, as páginas de serviço recebem link de dois lugares: do menu e da home. Só.

Com blog, cada texto que trata de um assunto ligado àquele serviço aponta para ele com uma frase que descreve o que a página faz. Isso ajuda os buscadores de duas formas: indica do que a página trata, usando as palavras que as pessoas realmente usam, e sinaliza que aquela página é importante dentro do site, já que várias outras a referenciam.

E há o efeito humano, que é imediato: alguém entra por um texto sobre um problema, entende que aquilo é um serviço, e está a um clique da página que o descreve. Sem o blog, essa pessoa simplesmente não teria entrado.

O que a página de serviço não pode fazer

Uma página de serviço tem uma função só: converter quem já está decidindo. Ela precisa ser objetiva, dizer o que é, para quem, como funciona e como contratar. Encher uma página dessas com dois mil caracteres explicando conceitos é a forma mais rápida de fazê-la parar de converter.

Mas as explicações precisam existir em algum lugar — porque muita gente só decide depois de entender. É esse o encaixe: o blog absorve o conteúdo longo e libera a página de serviço para ser curta. Um trabalha a compreensão, o outro fecha.

Sem blog, a empresa fica presa entre duas más escolhas: uma página de serviço inchada que não converte, ou uma página enxuta que deixa dúvidas sem resposta. Com blog, as duas coisas coexistem — cada uma no lugar certo.

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O blog dentro do processo comercial

Aqui a importância deixa de ser sobre busca e passa a ser sobre conversa. Toda objeção que aparece com frequência — prazo, escopo, comparação com uma alternativa mais barata, o motivo de determinada etapa existir — pode virar um texto.

A partir daí, o comercial passa a ter um link para enviar em vez de escrever de novo, às pressas, a mesma explicação. O texto publicado é mais completo do que qualquer e-mail redigido entre reuniões, e foi revisado uma vez para servir para sempre.

Há um efeito secundário que costuma passar despercebido: quem chega tendo lido o material chega com dúvidas mais avançadas. A conversa começa em outro ponto — e conversas que começam adiantadas terminam mais rápido.

O blog dentro do atendimento

O mesmo mecanismo vale depois da venda. Dúvidas de uso, prazos de garantia, o que fazer em determinada situação: cada uma é uma página que responde de uma vez por todas.

Três ganhos vêm juntos. O atendimento fica mais curto, porque envia o link em vez de digitar. As respostas ficam consistentes, porque param de depender de quem atendeu. E essas mesmas páginas são encontradas por quem ainda não é cliente e está avaliando — o que faz o conteúdo de suporte trabalhar duas vezes.

Ocupar mais de um resultado pela mesma busca

Quando alguém pesquisa o nome da sua empresa junto com um assunto — "empresa tal, prazo de entrega" —, um site sem blog oferece no máximo a home. Com blog, é comum que a página de serviço e um texto apareçam juntos.

Isso tem duas consequências. A primeira é ocupar mais espaço visível na tela de resultados. A segunda, mais importante, é que a pessoa encontra a resposta específica em vez de uma home genérica — e a diferença entre encontrar a resposta e encontrar a fachada da empresa costuma decidir se a conversa acontece.

A importância que o blog não tem

Vale ser preciso também sobre o que ele não faz, porque expectativa errada é o que faz projetos serem encerrados cedo:

  • Não vende diretamente, na maioria dos casos. Quem chega por um texto está pesquisando, não comprando. A venda acontece depois, em outra visita.
  • Não aumenta a "autoridade" do site automaticamente. Textos rasos publicados em série não constroem nada — o que constrói é cobertura boa de um território de assuntos.
  • Não substitui a página de serviço. São funções diferentes, e trocar uma pela outra prejudica as duas.
  • Não conserta um site que não converte. Se quem chega não entende o que você faz nem como contratar, trazer mais gente só aumenta o número de pessoas que vão embora.

O teste da retirada

Há uma forma simples de medir a importância real do blog no seu site, e ela dispensa teoria: se o blog fosse desligado amanhã, o que o site perderia?

Em muitos sites, a resposta honesta é "nada" — porque o blog tem quatro textos de dois anos atrás, nenhum recebe visitas e nenhum aponta para lugar nenhum. Nesse caso ele não é importante, e é melhor reconhecer isso do que manter uma seção parada no menu.

Em um site onde o blog está funcionando, a resposta é concreta e mensurável: perderia a maior parte das páginas que recebem visitas de busca, perderia a maior parte de quem entra sem já conhecer a empresa, e perderia o material que o comercial envia. O teste serve tanto para justificar o investimento quanto para revelar quando ele ainda não existe.

Quando o efeito aparece

Não é imediato, e não é linear. Os primeiros textos quase não movem nada sozinhos — o que muda o patamar é a cobertura, ou seja, várias páginas tratando bem do mesmo território de assuntos.

Com publicação regular, os primeiros sinais costumam aparecer entre três e seis meses, e o crescimento acelera depois, porque o efeito é cumulativo. É exatamente por isso que tantos blogs são encerrados no segundo mês: pelo cronograma, é o ponto de maior custo e menor retorno visível — e fica logo antes do momento em que a curva começa a subir.

Vale lembrar que o acervo também precisa ser mantido: textos com informação vencida deixam de funcionar, como está detalhado em conteúdo sempre atualizado.

Os 3 números que mostram o efeito

Três indicadores, nesta ordem, mostram se o blog está de fato fazendo diferença para o site:

  1. Quantas páginas diferentes recebem visitas de busca. Se o número cresce mês a mês, o acervo está funcionando. Se está parado em duas ou três, ainda não.
  2. Que fatia do tráfego total entra pelo blog. Mostra quanto do público chega por uma porta que não existia antes.
  3. Quantas visitas seguem do blog para uma página de serviço. É o indicador de conexão: sem ele, o blog traz gente que não chega a saber o que você vende.

O terceiro é o mais negligenciado e o mais revelador. Muito tráfego de blog com zero passagem para páginas comerciais quase sempre significa duas coisas: os assuntos escolhidos não têm relação com o que a empresa vende, ou os textos não estão apontando o caminho. As duas têm conserto — e nenhuma se resolve publicando mais.

Perguntas frequentes

Qual a importância de se usar um blog?

A importância é estrutural: um site institucional tem entre cinco e oito páginas, ou seja, entre cinco e oito portas pelas quais alguém pode entrar vindo de uma busca. Cada texto do blog abre mais uma porta, para uma pergunta que nenhuma das páginas fixas responde — e todas essas portas levam de volta às páginas que vendem.

O blog ajuda o site a ranquear?

Ajuda por dois mecanismos concretos, e não por existir. O primeiro é a quantidade de páginas respondendo a buscas diferentes. O segundo, menos citado, é a ligação interna: cada texto aponta para a página de serviço correspondente, o que ajuda os buscadores a entender do que aquela página trata e qual a sua importância dentro do site.

Manter o site atualizado melhora o posicionamento?

Não pela atualização em si. Publicar com frequência não é fator de ranqueamento, e mexer em um texto sem melhorá-lo não muda nada. O que ocorre é outra coisa: quem publica com regularidade acumula páginas respondendo a mais buscas. O ganho vem das páginas novas, não do fato de o site ter sido atualizado.

Qual a diferença entre página de serviço e post de blog?

A página de serviço responde a quem já sabe o que quer contratar e precisa ser objetiva para converter. O post responde a quem ainda está entendendo o problema e pode se estender pelo tempo necessário. Quando o blog assume as explicações longas, a página de serviço fica livre para ser curta e direta — que é como ela funciona melhor.

Como o blog ajuda o time comercial?

Dando um link para enviar. Toda objeção recorrente — prazo, escopo, comparação com alternativas — pode virar um texto, e enviar esse texto antes ou depois da reunião responde melhor do que um e-mail escrito às pressas. Além disso, quem chega tendo lido o material costuma chegar com dúvidas mais avançadas, o que encurta a conversa.

Blog gera vendas diretas?

Raramente de forma direta, e prometer isso é o erro mais comum. Quem chega por um texto quase nunca compra na mesma visita: está pesquisando. O blog atua antes, formando a preferência, e a venda acontece depois, em outra visita ou em outro canal. Por isso medir blog apenas por conversão imediata subestima o que ele faz.

Quanto tempo até o blog fazer efeito no resto do site?

O efeito costuma aparecer entre três e seis meses de publicação regular, e não é linear: cresce por degraus, conforme o acervo aumenta. Os primeiros textos quase não movem nada isoladamente. O que muda o patamar é a cobertura — várias páginas tratando bem do mesmo território de assuntos.

Como medir a importância do blog para o site?

Pelo teste da retirada: se o blog fosse desligado amanhã, o que o site perderia? A resposta aparece em três números — quantas páginas diferentes recebem visitas de busca, quanto do tráfego total entra por elas, e quantas visitas seguem do blog para uma página de serviço. Se os três forem próximos de zero, o blog ainda não é importante.

Vale mais criar textos novos ou melhorar os existentes?

Depende da fase. No começo, criar: sem acervo não há o que melhorar. Depois de algumas dezenas de textos, revisar os que já recebem visitas costuma render mais rápido do que publicar mais um — porque melhorar uma página que já aparece é mais barato do que construir do zero uma que ainda não existe.

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