Onde usar o call to action além da página de venda

Onde usar o call to action: os pontos de contato que já existem e ninguém aproveita Pontos que já existem — e terminam sem convite ONDE QUEM ESTÁ ALI, E EM QUE ESTADO Página de erro 404 procurava algo específico — e achou um beco sem saída Página de obrigado acabou de dizer sim — o pico de disposição da visita Assinatura de e-mail aparece em cada mensagem que a equipe envia Resposta automática lida por quem acabou de escrever para a empresa Proposta e orçamento termina em números, sem dizer o próximo passo Confirmação e rodapé quem acabou de comprar; quem leu tudo e quer agir Fora do digital embalagem, nota, comprovante, cartão — já teve contato Os CTAs que mais convertem estão onde a pessoa já está prestando atenção
TL;DR — Resumo em 4 pontos:
  • O melhor lugar para um CTA não é onde a empresa quer vender — é onde a pessoa já está prestando atenção.
  • A página de obrigado é o CTA mais desperdiçado da internet: alguém acaba de dizer sim e recebe um beco sem saída.
  • A página de erro recebe quem procurava algo específico — é gente interessada, não perdida.
  • Um pedido por tela. Repetir o mesmo convite funciona; empilhar convites diferentes, não.

O texto anterior: CTA como "ferramenta de segurança"

A versão de 2019 definia o call to action como "uma destas ferramentas de qualidade e segurança" — motivo pelo qual o post estava, até agora, na categoria Segurança. Também escrevia "chama´se de CTA", "ferramente", "a cima", "do mesmos" e trazia um caractere solto no meio da frase: "sendo até mesmo mensagem]n como por exemplo um determinado desconto".

Quanto ao que o título prometia — onde usar —, o texto listava três lugares: home, redes sociais e anúncios. Dois deles nem são lugares dentro do site. E encerrava com "e em muitos outros lugares", sem dizer quais, seguido de um convite comercial com a frase truncada "as melhores informações que deseja sobre".

Este texto responde à pergunta do título — e por um caminho que os outros artigos do assunto não percorrem.

Correção: o que é e o que não é um CTA

Vale acertar a definição antes de seguir. Call to action é o convite explícito para a próxima ação: um botão, um link, uma frase que diz o que fazer agora. Ele existe para transformar interesse em passo seguinte.

O que ele não é: não é ferramenta de segurança, não é propaganda e não serve para "impulsionar propagandas através de possíveis cliques", como dizia o texto antigo. Ele não cria interesse — ele aproveita o interesse que já existe. Essa distinção é a base de tudo o que vem a seguir.

Onde este texto entra

Há outros dois artigos aqui sobre o assunto, e vale dizer o que cada um resolve:

Este trata do "onde" que ninguém responde: não em que parte da página, e sim em que pontos da operação. Porque quase todo CTA é colocado onde a empresa quer vender — e os que mais convertem estão em lugares que já existem e terminam vazios.

A regra: o lugar é um momento de atenção

A pergunta "onde colocar o CTA" costuma ser respondida com posições: topo, meio, fim, barra lateral. A resposta mais útil é outra.

O lugar certo é um momento — aquele em que a pessoa já está prestando atenção em você e acabou de entender por que agir. Isso muda o mapa: em vez de procurar espaços livres na página de vendas, procura-se os pontos em que alguém já está com a sua empresa na tela por outro motivo.

E esses pontos são muitos. Toda operação tem uma página de erro, uma página de agradecimento, uma assinatura de e-mail, uma resposta automática, uma proposta, uma confirmação, um rodapé. Todos existem, todos são vistos, e quase todos terminam sem nenhum convite. É o inventário mais barato de conversão que uma empresa pode fazer.

A página de erro

Comece pelo caso mais mal aproveitado. Quem cai em uma página de erro estava procurando algo específico no seu site — clicou em um link antigo, digitou um endereço, veio de uma indicação desatualizada. É alguém interessado, não alguém perdido.

Na maioria dos sites, essa pessoa encontra um aviso de erro e nada mais. E vai embora.

Uma página de erro que funciona tem quatro coisas: uma linha reconhecendo o problema, sem termo técnico; uma busca; links para as páginas principais e para o que é mais procurado; e uma forma direta de falar com a empresa, porque quem não achou o que queria costuma preferir perguntar.

Vale lembrar que essa página é a decoração de um código de resposta, não o próprio erro — a distinção técnica, que evita manter endereços quebrados indexados, está em curiosidades sobre criação de sites.

A página de obrigado

Este é o CTA mais desperdiçado da internet. Alguém preencheu um formulário, pediu um orçamento, baixou um material — ou seja, acabou de dizer sim. É o pico de disposição de toda a visita.

E o que essa pessoa recebe, quase sempre, é "recebemos seu contato" em uma página sem saída.

O que cabe ali, sem forçar nada:

  • O prazo real de resposta. "Retornamos em até 4 horas úteis" elimina a ansiedade e reduz o contato repetido pelo mesmo motivo.
  • O que fazer enquanto espera — o texto que responde à dúvida mais comum de quem acabou de pedir orçamento.
  • Um passo de menor compromisso: seguir a empresa, receber os conteúdos, entrar num grupo.
  • Se for download, o próximo material da mesma linha.

Nada disso exige verba. Exige lembrar que existe uma página ali.

Assinatura e resposta automática

Dois pontos de contato que a empresa já usa todos os dias e trata como formalidade.

A assinatura de e-mail é o CTA de menor custo que existe: aparece em cada mensagem enviada por cada pessoa da equipe, para gente que já está em conversa com a empresa. Uma linha discreta com um destino específico — agendar uma conversa, ver um material, conhecer um serviço — rende mais do que parece. O cuidado é não transformá-la em propaganda no meio do assunto: uma linha, não um banner.

A resposta automática é lida por quem acabou de escrever para você, e costuma dizer apenas "recebemos sua mensagem". Cabe muito mais: o prazo de retorno, o link das dúvidas frequentes — que às vezes resolve antes de alguém responder — e o telefone para o que é urgente. É atendimento e conversão ao mesmo tempo.

Quantos desses pontos existem hoje na sua operação sem nenhum convite? A Agência Fort faz esse inventário e transforma o que já existe em caminho de contato. Fale pelo WhatsApp.

A proposta e o orçamento

Documentos comerciais são lidos com atenção máxima — é literalmente o momento da decisão — e quase sempre terminam em números, condições e nada mais.

Falta o passo seguinte. Uma proposta que fecha bem responde três coisas: o que a pessoa deve fazer para seguir adiante ("responda este e-mail com o aceite" ou "assine no link"), até quando aquilo vale, e com quem falar em caso de dúvida, com nome e telefone diretos.

Sem isso, a proposta fica parada esperando que alguém tome iniciativa — e o tempo de decisão se alonga por falta de instrução, não por falta de interesse. Vale para orçamento em PDF, apresentação comercial e e-mail de proposta.

Confirmação de pedido e pós-venda

Depois da compra, existem mensagens que são abertas quase por todo mundo — confirmação de pedido, aviso de envio, comprovante, nota. São as comunicações com maior taxa de leitura de qualquer empresa, e costumam ser puramente operacionais.

O que cabe nelas, sem atrapalhar a informação principal: o que fazer se algo der errado, com contato direto; como acompanhar; e, discretamente, o produto ou serviço complementar que faz sentido para quem acabou de comprar aquilo.

Há um cuidado importante: essas mensagens existem para informar. Se a informação principal ficar espremida por causa da oferta, o efeito é o oposto — o cliente perde a confiança justamente no momento em que ela estava mais alta.

O rodapé

O rodapé é tratado como depósito de links obrigatórios, e converte mais do que parece — por um motivo simples: quem chega até ele leu a página inteira. Ou terminou de ler e quer agir, ou não achou o que procurava e está procurando uma saída.

Nos dois casos, a resposta é a mesma: contato visível e completo. Telefone, WhatsApp, e-mail, endereço, horário de atendimento. Não um link para a página de contato — a informação em si, porque cada clique a mais perde gente.

Vale também o que o post sobre sites corporativos trata: razão social, CNPJ e endereço no rodapé não são burocracia, são o que permite alguém verificar que a empresa existe antes de fechar negócio.

Fora do digital

Os pontos mais esquecidos não estão em tela nenhuma, e todos alcançam alguém que já teve contato com a empresa: embalagem, nota fiscal, comprovante, cartão entregue em mãos, placa, veículo, uniforme.

Duas regras fazem a diferença aqui. A primeira: um destino específico, não a home genérica. Uma embalagem que leva a uma página de instruções de uso é útil; uma que leva à home é ignorada. A segunda: o endereço precisa ser fácil de digitar — o que remete ao teste do telefone descrito em como escolher o nome do domínio, já que ninguém clica em papel.

Quantos CTAs por tela

Com tantos lugares possíveis, aparece o risco oposto: encher tudo de convites. A regra que evita isso é curta.

Um pedido principal por tela. Repetir o mesmo convite ao longo de uma página longa funciona bem — a pessoa decide em momentos diferentes, e obrigá-la a rolar de volta é atrito desnecessário. O que não funciona é empilhar convites diferentes na mesma tela: quem precisaria decidir uma coisa acaba não decidindo nenhuma.

Quando há mais de uma ação possível, vale hierarquizar: uma principal com destaque real e as outras como texto ou link discreto. O mecanismo de hierarquia visual que faz isso funcionar está em estrutura vale mais que visual.

Como saber se está funcionando

Cada ponto tem uma medida simples: quantas pessoas chegaram ali e quantas seguiram adiante. A comparação entre os dois números diz o que ajustar:

  • Muita gente no ponto e poucos cliques — o convite está vago ou não parece relevante naquele momento. É problema de texto e de oferta.
  • Muitos cliques e nenhuma conversão depois — a página de destino não cumpriu o que foi prometido. É problema de correspondência.
  • Ninguém chega ao ponto — o CTA está no lugar errado, e nenhuma melhoria nele resolve isso.

Comece pelos pontos que já têm volume garantido: página de obrigado, resposta automática, confirmação de pedido e rodapé. São os que exigem menos trabalho e entregam resultado sem depender de trazer mais ninguém.

Perguntas frequentes

Onde o call to action pode ser usado?

Em qualquer ponto onde a pessoa já esteja prestando atenção em você — e esses pontos são muito mais numerosos que a página de vendas. Página de erro, página de obrigado, assinatura de e-mail, resposta automática, proposta em PDF, confirmação de pedido e rodapé são lugares que já existem na operação e quase sempre terminam sem nenhum convite.

A página de erro 404 precisa de CTA?

Precisa, e é um dos casos mais desperdiçados. Quem cai ali estava procurando algo específico no seu site — é alguém interessado, não perdido. Uma página de erro útil pede desculpa em uma linha e oferece caminhos: busca, páginas principais, os conteúdos mais acessados e uma forma direta de falar com a empresa.

O que colocar na página de obrigado?

Um próximo passo. É o momento de maior disposição de toda a visita: a pessoa acabou de dizer sim. Ainda assim, a maioria das páginas de obrigado é um beco sem saída com "recebemos seu contato". Vale informar o prazo de resposta, oferecer conteúdo relacionado, sugerir seguir a empresa ou apresentar algo complementar.

Vale usar CTA na assinatura de e-mail?

Vale, e é o CTA de menor custo que existe: ele aparece em cada e-mail que a equipe envia, para pessoas que já estão em conversa com a empresa. Uma linha discreta com um destino específico — agendar, ver um material, conhecer um serviço — rende mais do que banner nenhum, desde que não vire propaganda no meio da conversa.

Proposta e orçamento precisam de CTA?

Precisam, e é onde mais falta. Documentos comerciais costumam terminar em números e condições, sem dizer o que a pessoa deve fazer para seguir adiante. Um fechamento que diz o próximo passo, o prazo de validade e como aceitar reduz o tempo de decisão — e evita a proposta que fica parada esperando alguém tomar iniciativa.

O rodapé do site converte?

Converte mais do que parece, porque quem chega ao rodapé leu a página inteira e não encontrou o que procurava, ou terminou de ler e quer agir. É o ponto em que uma forma de contato visível — telefone, WhatsApp, endereço, horário — resolve a intenção que já existe, em vez de exigir mais um clique.

Quantos CTAs uma página deve ter?

Um pedido principal por tela, repetido ao longo da página conforme ela é longa. Repetir o mesmo convite em pontos diferentes funciona; empilhar convites diferentes na mesma tela não, porque quem precisaria decidir uma coisa acaba não decidindo nenhuma. Quando tudo tem destaque, nada tem.

CTA funciona fora do digital?

Funciona, e são os pontos mais esquecidos: embalagem, nota, comprovante, cartão entregue, placa e veículo. Todos alcançam alguém que já teve contato com a empresa. A regra é a mesma do digital — um destino específico e fácil de digitar, e não o endereço da home genérica.

Como saber se um CTA está funcionando?

Comparando quantas pessoas chegaram àquele ponto e quantas seguiram adiante. Um CTA com poucos cliques em um ponto muito visitado costuma indicar promessa vaga; um com muitos cliques e nenhuma conversão depois indica que a página de destino não cumpriu o que foi prometido. Os dois têm conserto.

Comece pelos pontos que já têm gente

A Agência Fort faz o inventário dos seus pontos de contato e transforma o que já existe em caminho de contato. Conheça a criação de sites.

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