O que precisa para colocar um site no ar
Colocar um site no ar envolve três elementos independentes que precisam funcionar juntos:
- Domínio: o endereço do site na internet (ex: suaempresa.com.br). Você o registra em uma registradora e o renova anualmente.
- Hospedagem: o servidor onde os arquivos do site (HTML, CSS, imagens, banco de dados) ficam armazenados e são servidos para os visitantes.
- Certificado SSL: o que habilita o HTTPS no endereço — criptografa a comunicação entre o servidor e o browser do visitante e elimina o alerta "Site não seguro".
Esses três elementos são independentes — você pode registrar o domínio em um lugar e hospedar o site em outro. A conexão entre eles é feita pelo DNS (Domain Name System), que aponta o domínio para o servidor de hospedagem.
Passo 1: Registrar o domínio
O domínio é o primeiro passo — e idealmente deve ser registrado antes mesmo de o site estar pronto. Um bom domínio disponível pode ser ocupado por outra pessoa a qualquer momento.
Onde registrar domínios .com.br: exclusivamente no registro.br — o órgão oficial de registro de domínios no Brasil. Custo: ~R$ 40/ano. Exige CPF ou CNPJ.
Onde registrar domínios .com internacionais: qualquer registradora internacional aceita — Namecheap (~US$ 10/ano), Google Domains, GoDaddy. Pagamento em dólar; sem exigência de CPF.
Critérios para um bom domínio:
- Curto e fácil de lembrar e soletrar
- Sem hífens ou números (confusos na comunicação oral)
- O nome da empresa ou serviço principal
- Preferentemente .com.br para empresas brasileiras
Qual extensão de domínio usar?
| Extensão | Indicado para | Custo/ano | SEO |
|---|---|---|---|
| .com.br | Empresas brasileiras (recomendado) | ~R$ 40 | Ótimo para BR |
| .com | Empresas com presença internacional | ~US$ 10 | Global |
| .org.br | ONGs e organizações sem fins lucrativos | ~R$ 40 | Nicho |
| .net | Projetos de tecnologia/internet | ~US$ 12 | Neutro |
| .xyz / .site / .online | Não recomendado como domínio principal | Varia | Fraco |
Passo 2: Contratar a hospedagem
A hospedagem é onde os arquivos do seu site ficam armazenados. A escolha do tipo de hospedagem depende do tamanho do projeto, do tráfego esperado e do orçamento disponível.
O que observar ao escolher uma hospedagem:
- Uptime garantido: 99,9%+ — servidores que ficam fora do ar prejudicam o SEO e a experiência do usuário.
- Velocidade do servidor (TTFB): abaixo de 200ms — impacta diretamente os Core Web Vitals.
- Localização dos servidores: para sites com público brasileiro, servidores no Brasil ou no leste dos EUA oferecem melhor latência.
- Suporte a HTTPS: Let's Encrypt deve ser incluído ou fácil de instalar.
- Suporte técnico: 24/7 com tempo de resposta rápido.
Tipos de hospedagem: qual escolher?
- Hospedagem compartilhada (shared hosting): vários sites no mesmo servidor. Custo: R$ 10-60/mês. Ideal para: sites pequenos a médios com tráfego moderado. Limitação: recursos compartilhados — se outro site no servidor tiver pico de tráfego, o seu é afetado.
- VPS (Virtual Private Server): servidor virtual dedicado. Custo: R$ 80-500/mês. Ideal para: sites com mais tráfego, e-commerces, sites que precisam de configuração customizada. Melhor performance e isolamento que o compartilhado.
- Cloud hosting (AWS, Google Cloud, DigitalOcean): infraestrutura escalável sob demanda. Custo: variável por uso. Ideal para: sites com tráfego imprevisível, alta performance exigida.
- Plataformas estáticas (Vercel, Netlify): gratuitas para projetos básicos, com CDN global. Ideal para: sites estáticos (HTML/CSS/JS) e sites Next.js/Gatsby. Excelente para SEO — muito rápidos.
Passo 3: Instalar o certificado SSL
O SSL (Secure Sockets Layer) / TLS habilita o HTTPS no seu domínio — criptografando a comunicação entre o servidor e o visitante. Em 2026, é requisito mínimo para qualquer site:
- O Google usa HTTPS como fator de ranqueamento desde 2014
- O Chrome exibe "Site não seguro" em sites sem SSL — espanta visitantes
- Formulários sem SSL não são seguros (dados do usuário trafegam sem criptografia)
- A LGPD exige proteção de dados transmitidos
Como instalar: a maioria das hospedagens oferece instalação de Let's Encrypt com um clique no painel. Let's Encrypt é gratuito e renova automaticamente a cada 90 dias. Para e-commerces que processam pagamentos, considere um certificado SSL pago (DV, OV ou EV) que oferece garantia e maior validação de identidade.
Passo 4: Configurar o DNS
O DNS (Domain Name System) conecta seu domínio ao servidor de hospedagem. Quando um visitante digita seu domínio no browser, o DNS informa em qual servidor o site está hospedado.
Dois métodos principais:
- Alterar os nameservers: no painel do registrador do domínio (registro.br), altere os nameservers para os fornecidos pela hospedagem. Todo o gerenciamento de DNS passa para a hospedagem. Mais simples para a maioria dos casos.
- Criar registros A/CNAME: manter os nameservers do registrador e criar apenas os registros necessários. O registro A aponta o domínio para o IP do servidor. O registro CNAME cria subdominios (www) que apontam para o domínio principal.
Propagação de DNS: após a alteração, a nova configuração leva de alguns minutos a 48 horas para propagar globalmente. Durante esse período, alguns usuários veem o site antigo e outros veem o novo — é normal. Você pode usar ferramentas como whatsmydns.net para verificar a propagação em diferentes regiões.
⏱️ Dica: não mude o DNS na véspera de um lançamento importante
Se você está migrando um site existente, evite alterar o DNS na véspera de um lançamento ou campanha. A propagação pode deixar o site instável por horas. Faça a migração com pelo menos 72 horas de antecedência.
Passo 5: Fazer o upload/deploy do site
Com domínio, hospedagem e SSL prontos, é hora de enviar os arquivos do site para o servidor:
- FTP/SFTP: método clássico — use um cliente como FileZilla para transferir os arquivos do computador para o servidor. Recomendado para hospedagem compartilhada com WordPress.
- Painel de controle cPanel/Plesk: muitas hospedagens oferecem um gerenciador de arquivos direto no browser — suba os arquivos pelo painel.
- Git + Deploy automático: o método mais moderno — conecte o repositório Git (GitHub, GitLab) ao servidor ou plataforma (Vercel, Netlify, Railway). Cada commit gera um deploy automático. Recomendado para sites customizados e times de desenvolvimento.
- WordPress: se o site foi feito em WordPress, a instalação é feita pelo Softaculous (disponível na maioria das hospedagens compartilhadas) — instala o WordPress automaticamente no domínio com um clique.
Passo 6: O que configurar após publicar
A publicação do site é o começo — não o fim. Estas configurações são obrigatórias nas primeiras 24 horas após o go live:
- Verificar HTTPS em todas as páginas: nenhuma página deve carregar em HTTP. Configure redirecionamento 301 de http:// para https:// e de www para non-www (ou vice-versa).
- Testar em mobile: abra o site no celular e verifique responsividade, velocidade e funcionamento dos formulários.
- Verificar links: nenhum link quebrado no site.
- Instalar o Google Analytics/GA4: adicione o código de rastreamento para começar a coletar dados de tráfego.
- Verificar no Google Search Console: adicione o domínio e submeta o sitemap.xml.
- Criar/atualizar o Google Meu Negócio: com o endereço e telefone atualizados para o novo site.
Google Search Console + Analytics: primeiros passos
Google Search Console (GSC):
- Acesse search.google.com/search-console
- Clique em "Adicionar propriedade" e escolha "Domínio" (recomendado) ou "Prefixo de URL"
- Verifique a propriedade (via DNS, HTML tag ou arquivo de verificação)
- Em "Sitemaps", adicione a URL do seu sitemap: seusite.com.br/sitemap.xml
- Aguarde 1-4 semanas para os primeiros dados aparecerem
Google Analytics 4 (GA4):
- Acesse analytics.google.com e crie uma nova propriedade GA4
- Siga o assistente de configuração para criar uma stream de dados web
- Copie o código G-XXXXXXXX e adicione ao <head> de todas as páginas do site
- Use o "Modo de visualização em tempo real" para confirmar que o código está funcionando
5 erros comuns ao publicar um site
- Não redirecionar HTTP para HTTPS: o site fica acessível tanto em http:// quanto em https:// — gerando conteúdo duplicado para o Google e permitindo acesso inseguro.
- Esquecer de configurar o robots.txt: durante o desenvolvimento, o site é bloqueado para o Google (no-index) para não aparecer antes de estar pronto. Na publicação, é necessário remover essa restrição — muitos esquecem.
- Não submeter o sitemap no Search Console: o Google demora meses para encontrar e indexar o site sozinho. Submeter o sitemap acelera muito o processo.
- Deixar a versão www e non-www sem redirecionamento: seusite.com.br e www.seusite.com.br são dois endereços diferentes para o Google — sem redirecionamento, o conteúdo fica duplicado e a autoridade dividida.
- Não testar em mobile antes do lançamento: em 2026, mais de 60% do tráfego vem de mobile. Lançar sem testar no celular é um risco enorme de perder conversões desde o primeiro dia.
🛠️ A Fort cuida de toda a infraestrutura por você
No serviço de criação de sites da Fort, toda a infraestrutura é incluída: registro ou transferência de domínio, configuração de hospedagem, instalação de SSL, configuração de DNS, deploy, Google Search Console, Google Analytics e Google Meu Negócio. Você não precisa entender de tecnologia — a Fort entrega o site pronto para funcionar e ranquear.